segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O risco que virá depois do Pokémon Go


Criada em algum momento em meados da década de 1980 como um sistema global específico de redes de computadores interconectados, a Internet tem a mesma grande importância para a Humanidade que representaram, no passado, o domínio do fogo e a invenção da roda. Este ano, a criação de um brinquedo baseado na realidade aumentada não chega a ranquear em importância com a roda, o fogo ou a rede de computadores, mas é, sem dúvida, um divisor de águas.
O jogo Pokémon Go alia tecnologias – como o GPS e a realidade virtual, por exemplo – para hipnotizar uma geração de “caçadores” em busca de um boneco que, literalmente, não existe. O encantamento pela engenhoca – introduzida no Brasil no dia 3 de agosto - tanto diverte quanto preocupa. Encanta os que adoram novidades mas leva também à reflexão do que virá por aí.
O que se sabe é que o fabricante já prevê o lançamento futuro do Pokémon Go Plus – um dispositivo opcional vestível que alertará o usuário da proximidade do personagem.
Essa fuga da realidade pode estimular a criação de novos aplicativos baseados, por exemplo, em nossas carências, frustrações e dificuldades – de toda ordem. A ideia do jogo, criado pelos japoneses Satoru Iwata e Tsunekazu Ishihara, pode abrir caminho para toda ordem de experiências sobre os mais variados temas, como os sexuais e os bélicos, por exemplo, dois segmentos da indústria muito lucrativos em todo o mundo.
Se um  jogo de temática infantil já favorece a ocorrência de acidentes e a perda de tempo – sem querer dramatizar sobre o tema – imagine o que pode ocorrer com assuntos mais picantes ou agressivos...
Talvez seja preciso pensar numa legislação ágil e adequada para evitar exageros e equívocos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário