A Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) retomou as
atividades acadêmicas nesta segunda-feira (22), em clima de dúvida, após
sete meses de greve dos docentes. No lugar das boas-vindas aos
estudantes, o reitor Luis Passoni convocou uma reunião geral no Centro
de Convenções Oscar Niemeyer para falar da situação financeira da
instituição. Com quatro meses de salários atrasados, a greve geral dos
vigilantes, deflagrada ontem, que garante apenas 30% do efetivo, é o
novo desafio da universidade.
A expectativa é de encerrar o primeiro semestre letivo de 2016 em 22 de
dezembro, mas o reitor admitiu que a crise que se abate sobre a UENF
pode ser um empecilho, já que ela ainda não deu qualquer sinal de que
chegou ao fim.
“O reinício das atividades acadêmicas não é garantia da sua conclusão.
Até o momento, não recebemos nenhuma cota financeira relativa à
manutenção da UENF, nem foram equacionadas as demandas dos movimentos
reivindicatórios”, comentou o reitor.
As bolsas estudantis, que estavam com atraso de três meses, foram
colocadas em dia, mas há outros problemas que tornam incerto o final do
semestre. Os professores resolveram suspender a greve em função de
promessa feita pelo Governo do Estado de atender a categoria. No
entanto, tais promessas ainda não foram cumpridas e, por isso, os
professores realizam assembleia nesta terça-feira (23). Além disso, o
pessoal técnico-administrativo permanece em greve.
“Sem o retorno à normalidade das atividades administrativas, será
impossível o funcionamento pleno da nossa Universidade”, afirmou
Passoni.
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