Dizem que no Brasil a Justiça é lenta. No âmbito eleitoral, ela lembra
muito as piadas relacionadas com o piloto Rubinho Barrichelo - que
acabou entrando para o anedotário popular como alguém que chega atrasado
a todos os eventos.
Neste fim de semana, a Promotoria de Justiça junto à 76ª Zona Eleitoral
distribuiu ações contra 34 candidatos a vereador de Campos envolvidos
em suposto esquema de troca de cartões do Cheque Cidadão por votos.
Segundo a promotoria, a entrega dos “cheques” não obedecia a critérios
estabelecidos pela lei que criou o programa, mas pelo mero interesse
político no reduto eleitoral de cada candidato associado ao esquema –
criminoso - diga-se, por sinal.
No entanto, o descompromisso com a velocidade e o anacronismo da
Justiça acabam resolvendo estas questões com um grande atraso – depois
que os acusados já estão eleitos. E a história se repete, com cheirinho
de impunidade. Esse tipo de denúncia costuma acontecer em cada eleição.
Agora é torcer para que desta vez, a novela tenha um final diferente e
feliz. Segundo o que se sabe, todos os acusados pertencem à coligação
que apoia o candidato Dr. Chicão. Mas é preciso que seus nomes sejam
divulgados por esta Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) o
mais rápido possível para que tenham seus registros cassados, tornados
inelegíveis e execrados como pessoas que não sabem jogar limpo.
Há informações de que entre os envolvidos haja vereadores e
ex-secretários municipais. Mas assim não vale. Precisamos dar os nomes
aos bois.

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