quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Garotinho acusa delegado da PF de fazer campanha para Diniz


“(...) O complô para derrubar nosso grupo político, que defende o povo, e colocar na Prefeitura de Campos um representante das elites envolve várias autoridades (...)”, afirmou o ex-governador e secretário de Governo Anthony Garotinho em seu blog. Ainda na postagem, Garotinho afirma ter encontrado provas “do envolvimento do delegado Paulo Cassiano, da Polícia Federal, no esquema para desestabilizar o governo Rosinha, bombardeando nossos programas sociais”, disse, alegando ter encontrado provas do envolvimento direto do delegado da PF com a campanha de Rafael Diniz.
Além de tornar público o telefone do delegado na postagem, Garotinho divulgou mensagem de SMS atribuída a Paulo Cassiano. Segundo o secretário de Governo, o delegado teria enviado para sua lista de contatos a seguinte mensagem: "Amados amigos, a corrente do bem não para de crescer. Aproxima-se o dia em que Campos será liberta da escravidão e devolvida aos seus legítimos usufrutuários: os campistas. Vai ser diferente!!!”
Após ter acesso à mensagem, Garotinho detalha em seu blog que pediu a um amigo que tem uma loja de telefones celulares para que ele descobrisse em que nome a linha estava registrada. Ainda segundo o ex-governador, a resposta teria sido Paulo Cassiano. “Para não restar nenhuma dúvida de que o delegado enviou esta mensagem, pois ele utiliza 4 chips de operadoras diferentes, conseguimos a data e a hora em que o telefone passou a mensagem”, narrou.
Garotinho classificou a situação como inadmissível e sugeriu que Paulo Cassiano estaria utilizando uma instituição da seriedade da Polícia Federal para perseguir adversários políticos.
“(...) O senhor Rafael Diniz e o delegado Paulo Cassiano devem explicar à população se fizeram isso com apoio de superiores da instituição ou estão violando o Estado Democrático de Direito. Além de representar contra o delegado junto à corregedoria de sua instituição e ao Ministério da Justiça, a quem está subordinado, pediremos providências urgentes à Justiça Eleitoral porque é impossível campanha equilibrada quando pessoas do Judiciário e da Polícia Federal se juntam para tentar usar o aparelho de Estado contra uma candidatura”, concluiu o secretário de Governo.

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