“(...) O complô para derrubar nosso grupo político, que defende o povo,
e colocar na Prefeitura de Campos um representante das elites envolve
várias autoridades (...)”, afirmou o ex-governador e secretário de
Governo Anthony Garotinho em seu blog. Ainda na postagem, Garotinho
afirma ter encontrado provas “do envolvimento do delegado Paulo
Cassiano, da Polícia Federal, no esquema para desestabilizar o governo
Rosinha, bombardeando nossos programas sociais”, disse, alegando ter
encontrado provas do envolvimento direto do delegado da PF com a
campanha de Rafael Diniz.
Além de tornar público o telefone do delegado na postagem, Garotinho
divulgou mensagem de SMS atribuída a Paulo Cassiano. Segundo o
secretário de Governo, o delegado teria enviado para sua lista de
contatos a seguinte mensagem: "Amados amigos, a corrente do bem não para
de crescer. Aproxima-se o dia em que Campos será liberta da escravidão e
devolvida aos seus legítimos usufrutuários: os campistas. Vai ser
diferente!!!”
Após ter acesso à mensagem, Garotinho detalha em seu blog que pediu a
um amigo que tem uma loja de telefones celulares para que ele
descobrisse em que nome a linha estava registrada. Ainda segundo o
ex-governador, a resposta teria sido Paulo Cassiano. “Para não restar
nenhuma dúvida de que o delegado enviou esta mensagem, pois ele utiliza 4
chips de operadoras diferentes, conseguimos a data e a hora em que o
telefone passou a mensagem”, narrou.
Garotinho classificou a situação como inadmissível e sugeriu que Paulo
Cassiano estaria utilizando uma instituição da seriedade da Polícia
Federal para perseguir adversários políticos.
“(...) O senhor Rafael Diniz e o delegado Paulo Cassiano devem explicar
à população se fizeram isso com apoio de superiores da instituição ou
estão violando o Estado Democrático de Direito. Além de representar
contra o delegado junto à corregedoria de sua instituição e ao
Ministério da Justiça, a quem está subordinado, pediremos providências
urgentes à Justiça Eleitoral porque é impossível campanha equilibrada
quando pessoas do Judiciário e da Polícia Federal se juntam para tentar
usar o aparelho de Estado contra uma candidatura”, concluiu o secretário
de Governo.

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