O nível do Rio Paraíba do Sul, que atualmente atinge a marca de 4,6
metros no município, já preocupa a Defesa Civil de Campos, por estar
abaixo da cota normal. Mas a situação ainda pode piorar até o verão,
conforme alerta o órgão que monitora constantemente Paraíba, cujo nível
aceitável na cidade seria acima dos 5m.
De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Campos, Henrique
Oliveira, o problema do Rio Paraíba do Sul se agravou desde que a
Agência Nacional de Água (ANA) determinou que a vazão da barragem Santa
Cecília, em Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, fosse reduzida. Mas o
cenário poderia ser ainda pior se a região não tivesse registrado vários
períodos de chuva durante o inverno.
“Há cerca de dois anos, o Paraíba chegou a 4,4m, que foi sua cota mais
baixa. Mas naquela época, a vazão do rio estava normal. Este ano, com a
vazão reduzida, nosso problema pode ser ainda maior. Temos que aguardar o
período de chuva, que recomeça no verão, para termos certeza do que
enfrentaremos. Mas até lá o nível do Paraíba pode baixar ainda mais”,
analisou o coordenador da Defesa Civil Municipal.
Em relação aos rios Muriaé e Ururaí e às lagoas Feia e de Cima,
Oliveira disse que todos estão dentro da normalidade em Campos. Só o
Muriaé que inspira um pouco mais de cuidado, já que ele se encontra
abaixo da cota média em Italva, com 1,7m.
Paraíba — O rio Paraíba do Sul resulta da confluência
dos rios Paraibuna e Paraitinga, que nascem no Estado de São Paulo, a
1.800m de altitude. O curso d’água percorre 1.150km, passando por Minas,
até desaguar no Oceano Atlântico em São João da Barra. Segundo a ANA,
os principais usos da água na bacia são: abastecimento, diluição de
esgotos, irrigação e geração de energia hidrelétrica, sendo que o
Paraíba é o principal manancial de abastecimento do estado do Rio de
Janeiro. No leito do rio Paraíba do Sul estão localizados importantes
reservatórios de usinas hidrelétricas, como Paraibuna, Santa Branca e
Funil.
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