A Seleção Brasileira encara a Bolívia nesta quinta-feira, às 21h45
(horário de Brasília) com a missão de somar três pontos e, quem sabe,
até assumir a liderança das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, já
que o Uruguai tem apenas um ponto a mais. E para Felipe Luis, o Brasil
está preparado até para a retranca que os bolivianos devem armar na
Arena das Dunas, em Natal. Isso porque, na visão do lateral, Tite
conseguiu ajustar uma "desorganização" que acontecia em campo quando
Dunga era o técnico.
"Todo clube grande na Europa quer ter um contrato com alguém que possa
fazer a diferença na hora de marcar o gol. Isso é raro e por isso os
times trabalham tanto a parte tática e a jogada na lateral para cruzar
para algum centroavante bom de cabeça. Aqui, nós temos vários desses
craques", comparou o jogador do Atlético de Madrid.
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"O que sempre foi difícil era conseguir uma solidez defensiva, uma
solidez tática, e dar a bola para o ataque criar as chances de gols. A
gente muitas vezes pecou pela desorganização, subimos com os dois
laterais. Agora, vejo uma Seleção sólida, com essa criatividade, com
esses craques que conseguem abrir uma defesa e, ao mesmo tempo, com a
parte defensiva bem postada", explicou o jogador, evitando fazer
críticas mais duras ao ex-treinador da Seleção.
"As coisas não estavam saindo como ele queria. Tenho certeza que não
era culpa do Dunga. Mas, às vezes uma mudança é positiva. São técnico
com maneiras diferente de trabalhar, mas com a mesma ambição de vencer. E
acho que a Seleção está conquistando essa coisa de se acostumar a
ganhar de novo, sentindo o respeito dos adversários", disse, lembrando a
época em que o Brasil já não era temido por praticamente nenhum
adversário.
Felipe Luis garantiu que a Seleção Brasileira não entrará em campo
pensando na liderança da tabela de classificação e sequer projeta o
duelo contra a Venezuela, na próxima terça. O lateral reforçou foco
total nesta quinta, contra a Bolívia, e também não escondeu que o grupo
gosta de jogar no Nordeste, onde o apoio é praticamente incondicional.
O reserva imediato de Marcelo ainda pediu seriedade e muita
criatividade dos jogadores de frente, que terão de usar todo o
repertório de dribles e jogadas de improviso para passar pelas linhas
defensivas da Bolívia.
"Todos os jogadores que estão aqui vivem um grande momento no clube e
taticamente a gente está preparado, porque sabemos o que precisamos
fazer em campo. Todo mundo tem de tentar esse último drible lá perto da
área, triangulando, driblando, porque é a única forma de passar por esse
sistema fechado", comentou, antes de completar.
"A paciência é importante. Não podemos ser passivos. Temos de tentar
agredir desde o começo, mas, conforme vai passando os minutos, melhor
pra eles. Temos de dominar, criar. Eu jogo num time que em muitos jogos a
gente joga sem tanta posse de bola e cansa. Fazendo isso, temos muitas
chances. Vai ser um jogo bem estudado. Não vai ser fácil", avisou Filipe
Luis.

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