Mulheres brasileiras são o novo alvo de uma fraude cometida por um
grupo que usa o nome da ONU para obter informações, endereços e mesmo
dinheiro no Brasil. Uma das suspeitas é de que essa seja uma estratégia
de grupos criminosos ou terroristas para conseguir vistos para entrar no
País.
Somente em 2016, a entidade recebeu mais de 75 pedidos ou
questionamentos de brasileiras que, depois de conhecer homens pelas
redes sociais, foram à entidade para saber se a informação que o novo
parceiro forneceu era real. Em todos os casos, a ONU insiste que se
trata de uma fraude e, nos próximos dias, o escritório da entidade no
Rio vai lançar uma campanha para orientar as eventuais vítimas a não
fornecer nenhum tipo de dado aos grupos.
Os incidentes já foram comunicados pelo escritório da ONU no Rio ao
Departamento de Segurança das Nações Unidas que, por sua vez, emitiu um
alerta para todos os escritórios de todas as agências da entidade País. A
ONU também levou o caso para a Delegacia de Repressão aos Crimes de
Informática, no Rio. A orientação da polícia é que as vítimas entrem em
contato antes de fornecer seus dados.
Férias - O procedimento em todos os casos é parecido. Mulheres conhecem homens
por Skype, redes sociais e sites de relacionamento. Eles dizem estar em
missão de paz na Síria, no Afeganistão ou no Iraque e pedem informações
pessoais, como nome e endereço. Com essas informações, dizem, podem
solicitar à entidade um período de férias no Brasil para se casar.
Em muitos casos, pedem ainda que elas mandem dinheiro para as supostas
férias, prática inexistente na ONU. A mulher que envia seus documentos a
um e-mail dado pelos criminosos recebe um aviso em português, mas
repleto de erros, sobre como proceder. Elas são instruídas a pagar US$
700 para que seu dossiê seja liberado.
Mas há a suspeita de que o roubo não seja o único objetivo do bando,
uma vez que se pede uma carta da brasileira assumindo sua
responsabilidade pelo estrangeiro, dando seu endereço e dados pessoais.
Isso é um dos pedidos para facilitar o visto brasileiro em outros
países.
fonte: Estadão Conteudo.

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