A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta-feira (26) mais uma
operação relacionada ao uso do programa social Cheque Cidadão para
compra de votos na eleição do último dia 2. O vereador reeleito Kelinho
(PR) se apresentou na delegacia da PF com uma advogada. Além dele, duas
outras pessoas foram presas.
A PF acompanhada da Polícia Militar esteve na casa da ex-vereadora e
secretária Linda Mara. Porém, ela não estava na residência. Ainda assim,
os agentes apreenderam documentos.
Os agentes da PF continuam em diligência para cumprir onze mandados no
bairro Jardim Carioca, em Guarus. Os mandados são de prisão temporária,
busca e apreensão e condução coercitiva.
A operação Chequinho 2 é um desdobramento da Chequinho deflagrada no
último dia 19. De acordo com a PF, o nome da operação é uma referência a
como os beneficiados se referiam ao benefício Cheque Cidadão concedido
irregularmente durante o período pré-eleitoral.
Na operação deflagrada na última quarta-feira, a delegada federal Carla
Melo Dolinski ressaltou que entre os eleitores cadastrados para serem
beneficiados com o Cheque Cidadão havia até quem já está morto. “Este
fato prova que o cadastro foi feito sem o menor critério. Simplesmente
com o único objetivo da venda de voto”.
A operação Vale Voto aconteceu no dia 23 de setembro quando a então
secretária de Desenvolvimento Humano e Social de Campos, Ana Alice
Ribeiro, a coordenadora do Cheque Cidadão, Gisele Koch Soares, e outras
oito pessoas que seriam ligadas ao vereador em exercício e candidato à
reeleição para o cargo Ozéias, foram detidas e encaminhadas à sede da
PF, em Campos.
Entre os 39 vereadores investigados pela Polícia Federal estão os que
foram eleitos: Cecília Ribeiro Gomes, Jorge Rangel, Kellinho, Linda
Mara, Magal, Miguelito, Ozeias, Roberto Pinto, Thiago Ferrugem, Thiago
Virgílio e Vinícius Madureira.

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