Quatro dias após o fim da greve dos bancários, as agências de Campos
ainda registram grande fluxo de clientes que desejam resolver pendências
surgidas durante o período de paralisação. Como apenas dois destes dias
tiveram expediente, as filas se estendiam pelas calçadas na manhã desta
segunda-feira (10).
De acordo com o aposentado Paulino Lima, 68 anos, quem aguardava
atendimento na agência do Itaú da Rua dos Andradas, no Centro de Campos,
estava na fila “por causa da greve”.
“Está todo mundo aqui para resolver problema. É muita gente. Eles não
estão conseguindo dar fluxo a tanto problema. Essa fila só existe por
causa da greve”, protestou.
É o caso da dona de casa Gilvana Santos, de 31 anos, que teve de deixar
os filhos com uma vizinha para tentar pagar as contas de consumo do mês
passado sem juros.
“Ficou tudo atrasado. Os juros estão correndo. Ouvi dizer que a justiça isentou a gente aqui de Campos, mas que tinha de vir assim que a greve acabasse. Aí deixei meu menino e minha menina com uma vizinha e vim”, contou.
“Ficou tudo atrasado. Os juros estão correndo. Ouvi dizer que a justiça isentou a gente aqui de Campos, mas que tinha de vir assim que a greve acabasse. Aí deixei meu menino e minha menina com uma vizinha e vim”, contou.
Gilvana se refere à liminar pedida Superintendência do Procon do
município em face das instituições bancárias estabelecidas na cidade,
que foi deferida pela 2ª Vara de Justiça da Comarca de Campos. Com a
decisão, os clientes das agências campistas ficaram isentos de pagamento
de multas, juros e correção monetária nas contas vencidas no período da
greve.
A greve dos bancários durou 31 dias e terminou apenas na décima rodada
de negociações, quando os bancos ofereceram reajuste salarial de 8%,
abono de R$ 3,5 mil e garantiram a reposição da inflação e 1% de aumento
real no próximo ano, entre outros benefícios.

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