O Supremo Tribunal Federal (STF) acatou o pedido de habeas corpus em
favor do ex-presidente da Câmara de Campos Nelson Nahim, que foi
condenado a doze anos de prisão em regime fechado por envolvimento no
caso “Meninas de Guarus”. A decisão foi do ministro Ricardo Lewandowski,
que reverteu decisão anterior da Segunda Câmara Criminal do Tribunal de
Justiça do Estado do Rio (TJ-RJ).
No texto, a defesa pediu que fosse estendido a Nahim o benefício
concedido a Jayme César de Siqueira, empresário que foi condenado a seis
anos de prisão por participação no caso, mas que cumpre a pena em
regime semi aberto. Nahim deverá ser solto dentro dos próximos dias e
poderá aguardar o julgamento do habeas corpus em liberdade.
Além de Nahim e Siqueira, estão, entre os condenados: Thiago Calil,
ex-subsecretário de Governo, Marcus Alexandre dos Santos, ex-vereador, e
os empresários campistas Renato Pinheiro Duarte e Gustavo Ribeiro
Poubaix Monteiro. A maioria dos acusados cumpre pena no Complexo
Penitenciário de Gericinó, em Bangu.
O caso — Em junho de 2009, Leilson Rocha da Silva, o
“Alex”, foi preso em flagrante em um imóvel no Parque Prazeres, por
suspeita de exploração sexual de crianças e adolescentes. A prisão
aconteceu depois que uma menina de 14 anos fugiu de um cativeiro onde
vivia em condições subumanas. Uma série de depoimentos na delegacia de
Guarus teria apontado Leilson como agenciador de menores para
“programas” em que os clientes eram personalidades influentes da
sociedade campista.
Trancadas em uma casa em Guarus, as vítimas eram obrigadas a manter
relações sexuais várias vezes na mesma noite. Em alguns dos programas,
elas eram coagidas a se drogar. Duas adolescentes teriam sido
assassinadas de forma cruel por overdose induzida de cocaína. Os
depoimentos também apontaram que os corpos foram ocultados.


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