sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Bruno Dauaire e Geraldo Pudim comentam sobre os cortes da Alerj


A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (23), os projetos que acabam com uma série de regalias dos 70 deputados estaduais. A partir de agora, os parlamentares deixarão de ter benefícios como carro oficial, gastos com combustível, selos e coquetéis em sessões solenes da Casa. A economia estimada é de R$ 30,6 milhões por ano.
Três deputados da região para comentarem sobre os cortes aprovados na Alerj. Bruno Dauaire e Geraldo Pudim são totalmente favoráveis ao pacote. Os dois afirmaram que as providências tomadas são evidências de que o Parlamento está atento aos pedidos da sociedade. João Peixoto  não foi localizado. 
“Os cortes são mais um simbolismo e uma sinalização, inclusive, para que os outros Poderes sigam o mesmo caminho principalmente nesse período de crise. Concordo com os projetos e não acredito que, nesse momento, prejudicarão qualquer atuação parlamentar. Sou favorável a enxugar onde for necessário. Desde o início da crise, a Alerj abriu mão de vários benefícios chegando inclusive, a fazer doações de equipamentos para presídios e hospitais”, destacou Bruno Dauaire. 
O deputado ainda afirmou que o Parlamento de vanguarda está sempre antecipando as decisões. “Volto a dizer: neste momento, essas medidas são necessárias desde que não atrapalhem a manutenção do trabalho dos parlamentares, sobretudo, do interior. Já sofremos (deputados) vários cortes, como redução dos contratos. Somente no nosso mandato, economizamos mais de R$ 150 milhões”, finalizou.
Geraldo Pudim também comentou os cortes no Legislativo. "Na verdade essas medidas são uma continuação dos ajustes que a Alerj vem promovendo desde o início da nova gestão. Eu fiquei responsável por conduzir esses cortes e adequações nesses últimos anos. Economizamos mais de R$ 180 milhões e ainda encaminhamos recursos par o Governo do Estado para manutenção de programas em diversos setores. Com o agravamento da crise é natural que segamos com essas medidas de austeridade para cortar mais ainda nossos gastos. Todos estão dando sua cota de sacrifício e a Alerj não podia ficar de fora. Com a aprovação dessas últimas medidas vamos ultrapassar a economia de R$ 200 milhões em dois anos. Nesse sentido o parlamento saiu na frente e foi exemplo para os demais órgãos da administração pública," afirmou o deputado.
O deputado João Peixoto não foi encontrado para comentar sobre os cortes na Alerj. Ainda assim, quando a redação do jornal conseguir contato com o deputado, a declaração do parlamentar será acrescentada à matéria.
Mais cortes a serem aprovados - Parte do pacote terá ainda que ser aprovada em plenário, como a proposta que acaba com o direito de os parlamentares terem carro a partir de 2019. Cada um dos 70 parlamentares tem direito a um carro oficial, e há ainda outros dez à disposição de diretores da Alerj, numa frota renovada a cada dois anos. A suspensão da próxima compra de 80 carros de padrão executivo deve gerar economia de R$ 8 milhões.
Em 2019, a frota atual será doada ao governo estadual, o que eliminará custos de manutenção (R$ 1,5 milhão/ano), combustível (os atuais R$ 3 milhões cairão à metade de imediato) e estacionamento (R$ 600 mil).
Ainda serão extintas a cota anual de mil selos por deputado (R$ 1,5 milhão por ano, no total) e a publicação dos discursos no Diário Oficial (R$ 2 milhões em papel).
O maior corte virá da mudança das sessões solenes para o período da manhã. O uso do plenário à noite gera custos de energia, de hora extra dos funcionários, entre outros, que consomem R$ 2 milhões por mês. A previsão é que haja economia anual de R$ 18 milhões. A proposta defende que as sessões solenes aconteçam entre 9h e 13h.

Nenhum comentário:

Postar um comentário