A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou por unanimidade, nesta
quarta-feira (23), os projetos que acabam com uma série de regalias dos
70 deputados estaduais. A partir de agora, os parlamentares deixarão de
ter benefícios como carro oficial, gastos com combustível, selos e
coquetéis em sessões solenes da Casa. A economia estimada é de R$ 30,6
milhões por ano.
Três deputados da região para
comentarem sobre os cortes aprovados na Alerj. Bruno Dauaire e Geraldo
Pudim são totalmente favoráveis ao pacote. Os dois afirmaram que as
providências tomadas são evidências de que o Parlamento está atento aos
pedidos da sociedade. João Peixoto não foi localizado.
“Os cortes são mais um simbolismo e uma sinalização, inclusive, para
que os outros Poderes sigam o mesmo caminho principalmente nesse período
de crise. Concordo com os projetos e não acredito que, nesse momento,
prejudicarão qualquer atuação parlamentar. Sou favorável a enxugar onde
for necessário. Desde o início da crise, a Alerj abriu mão de vários
benefícios chegando inclusive, a fazer doações de equipamentos para
presídios e hospitais”, destacou Bruno Dauaire.
O deputado ainda afirmou que o Parlamento de vanguarda está sempre
antecipando as decisões. “Volto a dizer: neste momento, essas medidas
são necessárias desde que não atrapalhem a manutenção do trabalho dos
parlamentares, sobretudo, do interior. Já sofremos (deputados) vários
cortes, como redução dos contratos. Somente no nosso mandato,
economizamos mais de R$ 150 milhões”, finalizou.
Geraldo Pudim também comentou os cortes no Legislativo. "Na verdade
essas medidas são uma continuação dos ajustes que a Alerj vem promovendo
desde o início da nova gestão. Eu fiquei responsável por conduzir esses
cortes e adequações nesses últimos anos. Economizamos mais de R$ 180
milhões e ainda encaminhamos recursos par o Governo do Estado para
manutenção de programas em diversos setores. Com o agravamento da crise é
natural que segamos com essas medidas de austeridade para cortar mais
ainda nossos gastos. Todos estão dando sua cota de sacrifício e a Alerj
não podia ficar de fora. Com a aprovação dessas últimas medidas vamos
ultrapassar a economia de R$ 200 milhões em dois anos. Nesse sentido o
parlamento saiu na frente e foi exemplo para os demais órgãos da
administração pública," afirmou o deputado.
O deputado João Peixoto não foi encontrado para comentar sobre os
cortes na Alerj. Ainda assim, quando a redação do jornal conseguir
contato com o deputado, a declaração do parlamentar será acrescentada à
matéria.
Mais cortes a serem aprovados -
Parte do pacote terá ainda que ser aprovada em plenário, como a
proposta que acaba com o direito de os parlamentares terem carro a
partir de 2019. Cada um dos 70 parlamentares tem direito a um carro
oficial, e há ainda outros dez à disposição de diretores da Alerj, numa
frota renovada a cada dois anos. A suspensão da próxima compra de 80
carros de padrão executivo deve gerar economia de R$ 8 milhões.
Em 2019, a frota atual será doada ao governo estadual, o que eliminará
custos de manutenção (R$ 1,5 milhão/ano), combustível (os atuais R$ 3
milhões cairão à metade de imediato) e estacionamento (R$ 600 mil).
Ainda serão extintas a cota anual de mil selos por deputado (R$ 1,5
milhão por ano, no total) e a publicação dos discursos no Diário Oficial
(R$ 2 milhões em papel).
O maior corte virá da mudança das sessões solenes para o período da
manhã. O uso do plenário à noite gera custos de energia, de hora extra
dos funcionários, entre outros, que consomem R$ 2 milhões por mês. A
previsão é que haja economia anual de R$ 18 milhões. A proposta defende
que as sessões solenes aconteçam entre 9h e 13h.

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