segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Ruas viram lagoas em Campos


Quem passa pelas ruas Thomas Coelho, Rocha Leão e Espírito Santo, no Parque Caju, sabe bem que elas formam três dos inúmeros pontos sensíveis da cidade em dias de chuva. No último sábado (12), bastou chover por algumas horas para que os alagamentos voltassem a se repetir e o assunto acabou movimentando a internet. O arquiteto e urbanista Renato César Arêas de Siqueira publicou dois vídeos que chamaram a atenção em uma rede social. Um deles ultrapassou as 5,6 mil visualizações.
Renato César publicou novamente um vídeo mostrando o alagamento do mesmo trecho em dezembro de 2015 e outras imagens inéditas captadas no último sábado. No intervalo de quase um ano, os vídeos deixaram claro que a realidade dos moradores e motoristas que passam pelo local não mudou.
Na legenda de um dos vídeos, o arquiteto e urbanista compara as ruas alagadas a hidrovias e brinca com a hipótese das vias tomadas de água — realidade enfrentada por muitos campistas frequentemente — serem uma solução para a mobilidade urbana. “Hidrovia em Campos, seria uma solução de mobilidade urbana?”, brincou Renato César.
Ele conta que usa as ruas Thomas Coelho, Rocha Leão e Espírito Santo diariamente e estava voltando para casa no dia 12 quando fez os vídeos. “É um problema recorrente daquela área que, inclusive, já foi lagoa e passou por um processo de impermeabilização indiscriminada do solo durante o desenvolvimento da cidade”, comentou.
Os internautas interagiram: “Eu, que morei nessa rua por mais de 10 anos, fui testemunha desses constantes alagamentos. Nesse tempo todo, nunca conseguiram dar jeito nesse problema de drenagem. Certa vez, um cara de bicicleta passou aí quando estava alagado, o mesmo caiu da bicicleta e ficou com o pé agarrado no bueiro debaixo de um poste”, lembrou um ex-morador da área.
“Pelo visto, o plano de Veneza brasileira que Jaime Lerner idealizou para São João da Barra foi implantado em Campos”, ironizou outro internauta.
Em nota, a Prefeitura informou que “realizou mais de 170 quilômetros de obras de macrodrenagem no município em locais onde eram comuns os alagamentos em dias de chuva.  Graças a programas como Morar Feliz e Bairro Legal, por exemplo, foi possível reduzir em mais de 70% os pontos de alagamentos, estimados pela secretaria de Obras Urbanismo e Infraestrutura em 150. Entre os exemplos, ruas que enchiam de água e deixaram de ter o problema, caso das Ruas Walter Kramer e Humberto de Campos – Rua 1 e a Rua 2 – no Jardim Carioca, além da Avenida Nazário Pereira Gomes, entre outros pontos. Por ser uma planície, quando chove muito em curto espaço de tempo, o município sofre em alguns pontos com a retenção temporária de água. Após a estiagem, a água é escoada pelo sistema de drenagem do município”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário