Cerca de 70 pessoas, entre alunos, professores e servidores do
Instituto Superior de Educação Professor Aldo Muylaert (Isepam),
vinculado a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), em Campos,
fizeram um protesto na tarde desta quinta-feira (1°/12) contra as
demissões em massa de praticamente todos os profissionais terceirizados
que trabalham nas áreas de serviços gerais, merenda, portaria e inspeção
de turmas, deixando, com isso, a escola vulnerável principalmente na
parte da segurança.
Em Campos, além do Isepam, também serão afetadas a Escola Técnica
Estadual (ETE) Agrícola Antônio Sarlo e a ETE João Barcelos Martins.
Os manifestantes fizeram uma panfletagem e bloquearam parcialmente,
de forma revezada, as duas pistas na Avenida 28 de Março, em frente à
escola, na altura do Parque Turf Club. O ato teve início às 14h e durou
cerca de duas horas.
Segundo a aluna do 6° período do curso de licenciatura em Pedagogia,
Raquel Rangel de Andrade Gomes, de 28 anos, o Isepam tinha
aproximadamente 48 terceirizados que teriam sido mandados embora no mês
passado, sem previsão de retorno.
“A partir de hoje estamos sem esses profissionais e, com isso,
estamos sem segurança no portão e entra quem quer e sai quem quer e sem
merendeiras os alunos, principalmente de baixa renda, não terão
alimentação. Também não quem limpe a instituição, já que os auxiliares
de limpeza também foram mandados embora”, pontuou a estudante informando
que o próximo passo agora é entrar com pedido no Ministério Público
(MP/RJ) para ver se resolve alguma a situação da instituição.
Em nota, a Faetec informou que "sobre o atraso no pagamento dos
salários dos funcionários das empresas terceirizadas, cumpre à Faetec
explicar que aguarda o aumento no fluxo de caixa do Estado para quitar
parcelas atrasadas. Há uma previsão de um novo repasse da SEFAZ após o
pagamento da folha salarial dos servidores ativos e inativos. De
qualquer maneira, a Fundação reforça que, pelos contratos firmados com
os fornecedores de mão-de-obra, eventuais atrasos nas faturas não podem
ser usados como desculpa para o não pagamento dos salários".
"Novos contratos estão sendo feitos para regularizar a situação
de boa parte dos nossos fornecedores e é possível que ainda tenhamos que
conviver com alguns transtornos durante os próximos dias. Informaremos,
assim que possível, a data oficial de pagamento das empresas
terceirizadas, assim como a contratação de novas empresas".
Com relação à empresa CNS, a Faetec enviou nota dizendo que “o
aviso prévio termina no dia 30 de novembro. Somente a partir dessa data,
a Faetec poderá providenciar um contrato emergencial para que os
serviços não sejam prejudicados.

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