O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (29/12) que irá
flexibilizar regras para o funcionamento das Unidades de Pronto
Atendimento (UPAs). Com as novas regras, cada unidade poderá ter no
mínimo dois médicos. Antes, era exigido o número mínimo de quatro
médicos por unidade. Em Campos, a unidade funciona à margem da BR-101,
em Guarus.
Caberá ao gestor municipal definir o número de profissionais na
equipe. A partir do tamanho da equipe médica, será estabelecido o valor
de custeio que será repassado ao município.
Uma UPA com dois profissionais, por exemplo, receberá um incentivo
financeiro para custeio de R$ 50 mil enquanto uma com nove profissionais
receberá R$ 250 mil. "É melhor dois [médicos] do que nenhum. O Brasil
precisa cair na real. Não temos mais capacidade de contratar pessoal",
disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros, ao anunciar as novas regras.
"É melhor essa UPA funcionando com um médico de dia e um de noite do que
ela fechada", completou.
De acordo com o ministério, também está previsto o compartilhamento
de equipamentos entre as UPAs, no intuito de otimizar a estrutura
disponível no município.
Para Barros, as novas regras devem incentivar a conclusão de UPAs em
todo o país. Dados da pasta apontam que, atualmente, 275 unidades estão
em obras, enquanto 165 já foram concluídas, mas não foram abertas.
Muitos prefeitos, segundo o ministro, evitam entregar o certificado
de conclusão de obra da UPA por causa da exigência de um prazo máximo de
90 dias para que a unidade comece a atender.
"As UPAs estão fechadas. Estamos colocando em atendimento e abrindo
para a população", disse. "É simples o raciocínio. É senso prático",
acrescentou.
A expectativa do governo federal é que a capacidade de atendimento
das atuais 520 UPAs praticamente dobre em todo o país, chegando a 960
unidades em funcionamento.
"Estou absolutamente seguro de que estamos fazendo o melhor para a
saúde", afirmou Barros, ao destacar que as mudanças foram aprovadas na
comissão tripartite, que inclui representantes das secretarias estaduais
e municipais de Saúde. A portaria deve ser publicada nesta sexta-feira
(30/12) no Diário Oficial da União.

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