A Odebrecht começou a assinar nesta quinta-feira (1º), o acordo de
leniência com procuradores que integram a força-tarefa da Operação Lava
Jato, que inclui também os Estados Unidos e a Suíça. O acordo prevê
multa de R$ 6,7 bilhões com prazo de pagamento de 20 anos.
Com a leniência, espécie de delação premiada de empresas, a companhia
admite irregularidades em contratos com o governo e, em troca, poderá
continuar sendo contratada pelo poder público. Parte dos executivos da
empresa está em Brasília para começar a assinar os acordos de delação
premiada.
Até há alguns dias, o último entrave na mesa para o acordo estava
relacionado ao valor que seria pago pela empresa aos Estados Unidos,
como multa da leniência negociada entre as autoridades americanas, o
Brasil e a Suíça. Os EUA pressionavam por um valor maior, o que gerou um
impasse na reta final das negociações. Como o dinheiro será repartido
entre os três países a exigência de montante maior pelos americanos
gerou um entrave na negociação.
Delações - No caso das delações, as tratativas foram encerradas e restam apenas as
formalidades de assinatura do acordo. Apesar de a fase de negociação
estar praticamente concluída, o material ainda não será enviado ao
ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal
Federal (STF). Antes de encaminhar as delações para homologação, os
procuradores precisam concluir a validação de depoimentos dos delatores,
o que pode se estender até as vésperas do recesso do Judiciário, que
terá início em 20 de dezembro.
A expectativa é de que após a assinatura dos acordos de delação e
leniência a Odebrecht divulgue um comunicado à sociedade sobre a
situação do grupo.

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