O juiz Ralph Manhães marcou para o próximo dia 20 a audiência de
instrução e julgamento de Anthony Garotinho (PR) no caso Chequinho. O
ex-governador do Estado do Rio de Janeiro é um dos 39 réus nas Ações de
Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) distribuídas em setembro passado
pela Promotoria de Justiça e pela 76ª Zona Eleitoral (ZE). Como os
demais, ele é suspeito de participação em um esquema de compra de votos
por meio de inscrição irregular de eleitores no programa social Cheque
Cidadão, criado por sua esposa, a ex-prefeita Rosinha Garotinho (PR),
que também é investigada. A acusação é de abuso de poder econômico e
político.
A Polícia Federal (PF) investiga o caso e já havia prendido
Garotinho no último dia 16 de novembro. O ex-governador chegou a passar
uma noite em Bangu, no Rio de Janeiro, mas foi solto no dia 25 seguinte,
após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelecer fiança de R$ 88
mil. Ele está proibido de visitar Campos sem autorização judicial.
Os julgamentos dos suspeitos de participação no esquema começaram em 8
de novembro do ano passado e se estenderam até o dia 28 seguinte, no
Fórum Maria Tereza Gusmão. Até o momento, 11 vereadores eleitos e
reeleitos já foram condenados em primeira instância: Cecília Ribeiro
Gomes (PT do B), Jorge Magal (PSD), Jorge Rangel (PTB), Kellinho (PR),
Linda Mara Silva (PTC), Miguelito (PSL), Ozeias (PSDB), Roberto Pinto
(PTC), Thiago Ferrugem (PR), Thiago Virgílio (PTC) e Vinicius Madureira
(PRP). Em todos os casos, o juiz Eron Simas, da 76ª ZE, decidiu pela
cassação dos registros, anulação dos votos recebidos e inelegibilidade
por oito anos. Cabe recurso.
Durante as audiências, agentes do Grupo de Apoio à Promotoria (GAP)
falaram sobre as diligências para investigar as denúncias contra os
vereadores. De acordo com eles, foram encontradas e apreendidas na
Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social listas marcadas com uma
sigla que, segundo apuração do Ministério Público Eleitoral (MPE), faria
referência às legendas envolvidas. Estas listas, que não tinham timbre
da Prefeitura, continham nomes e números de documentos pessoais, como
identidade e título de eleitor, de beneficiários irregulares do programa
social.
Os envolvidos fazem parte da coligação “Frente Popular Progressista
de Campos”, do candidato governista à sucessão da ex-prefeita Rosinha
Garotinho, Dr. Chicão (PR), que, assim como seu vice, Mauro Silva
(PSDB), também são réus nas AIJES. A eles se somam os ex-secretários de
Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Edilson Peixoto (PR), e dos Direitos
dos Idosos, Gilson Gomes (PRTB), o ex-comandante da Guarda Municipal,
Wellington Levino (SD), bem como o ex-vereador governista Albertinho
(PMDB).
Além deles, a Justiça julgará, ainda, os candidatos a vereador
derrotados no último pleito Aldo de Tocos (PRP), Ailton Tavares (SD),
Binho de Conselheiro (PRTB), Carlos Alberto do Canaã (PTC), Duda a
Renovação (PRP), Enfermeira Kátia Venina (PR), Geraldinho de Santa Cruz
(PSDB), Heloisa Rocha (PR), Kelynho Povão (PHS), Léo de Morro do Coco
(PRP), Leonardo do Turf (PSL), Paulinho Camelô (PRP), Paulo Henrique Ph
(PTC), Pepeu de Baixa Grande (PSD), Roberta Moura (PR), Rodolfo Pescador
(SD), Serginho Bigode (PTC), Tia Penha (PHS) e Vera Bensi (PR).

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