A prefeitura de Campos inaugurou nesta
quinta-feira (19 de janeiro) o ambulatório dos viajantes, localizado no
Centro de Saúde. O objetivo é atender a população que está receosa com
os casos de febre amarela registrados em Minas Gerais. O local
funcionará todas as quintas-feiras, nos períodos da manhã e da tarde e o
paciente deve ser imunizado no mínimo dez dias antes de viajar.
De acordo com a diretora da Vigilância
em Saúde de Campos, Andréya Moreira, a população não precisa ficar em
pânico. “Quando foram divulgados os casos da doença em Minas Gerais,
muitas pessoas vieram ao Centro de Saúde tomar a vacina. Porém, seguindo
orientação do Ministério da Saúde, terá prioridade quem está com viagem
marcada para o estado. O ambulatório vai funcionar mediante agendamento
por telefone, com uma médica infectologista, que dará as informações
necessárias ao paciente. A imunização acontece a partir dos nove meses
de idade e em dose única. Não devem tomar a vacina os portadores de HIV e
gestantes”, disse Andréya Moreira.
A bióloga Aline Chaves vai fazer uma
viagem à trabalho para Minas Gerais no próximo mês e foi tomar a vacina
junto à sua filha. “Acho muito importante a prevenção, principalmente
diante desses casos que estamos vemos na mídia. Como a minha filha vai
viajar comigo, nada melhor do que imunizá-la também”, acrescentou.
Os números disponíveis para a população agendar o atendimento são:
2726-1378, 2722-0805 e 2726-1350 (ramal 1306). Os primeiros sintomas da
doença são febre alta, calafrios, cansaço, dores de cabeça e muscular,
náuseas e vômitos. Na forma mais grave podem ocorrer insuficiências
hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados) e manifestações
hemorrágicas.
Vacina - Quatorze municípios do norte e noroeste do estado distribuirão as
vacinas da febre amarela, visando criar um bloqueio na região contra o
avanço da doença. 250 mil doses foram solicitados ao Ministério da Saúde
para atender estas cidades. A vacina é permitida para bebês a partir
dos nove meses e em dose única, e contraindicada para indivíduos
portadores de HIV e gestantes. O estado do Rio de Janeiro não registrou
casos de febre amarela em 2016, nem neste começo de 2017.

Nenhum comentário:
Postar um comentário