As vereadoras eleitas Linda Mara (PTC) e
Cecília Ribeiro Gomes (PT do B) foram cassadas na tarde desta
terça-feira (17), segundo sentença do juiz da 76ª Zona Eleitoral, Eron
Simas, por envolvimento no esquema que usava o Cheque Cidadão para
compra de votos nas últimas eleições municipais. Cecília, que foi
diplomada e empossada, teve o diploma cassado. Já Linda Mara, que teve a
diplomação impedida pelo juízo da 100ª Zona Eleitoral, teve seu
registro de candidatura suspenso. Ainda de acordo com a sentença, ambas
estão inelegíveis por oito anos e tiveram os votos anulados.
De acordo com a Câmara Municipal de
Campos, até esta tarde o Legislativo não havia sido notificado
pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sobre a cassação de qualquer
vereador.
Jorge Magal, Miguelito, Jorge Rangel, Ozéias e Roberto Pinto também foram cassados
O vereador Jorge Magal (PSD) teve o mandato cassado nesta segunda-feira (16) por envolvimento no suposto esquema de compra de votos por meio do Cheque Cidadão, que resultou na Operação Chequinho, da Polícia Federal. Ele e o vereador eleito, Miguelito (PSL), que teve sentença proferida no mesmo dia, podem ficar oito anos inelegíveis. Ainda aguardam sentença: Kellinho (PR), Thiago Virgílio (PTC), Thiago Ferrugem (PR), e Vinícius Madureira. Embora eleito, Miguelito não foi diplomado no dia 19 de dezembro por ordem da Justiça.
O vereador Jorge Magal (PSD) teve o mandato cassado nesta segunda-feira (16) por envolvimento no suposto esquema de compra de votos por meio do Cheque Cidadão, que resultou na Operação Chequinho, da Polícia Federal. Ele e o vereador eleito, Miguelito (PSL), que teve sentença proferida no mesmo dia, podem ficar oito anos inelegíveis. Ainda aguardam sentença: Kellinho (PR), Thiago Virgílio (PTC), Thiago Ferrugem (PR), e Vinícius Madureira. Embora eleito, Miguelito não foi diplomado no dia 19 de dezembro por ordem da Justiça.
Na última sexta-feira (13), os
vereadores Jorge Rangel (PTB), Ozéias Martins (PSDB) e Roberto Pinto
(PTC) também foram cassados pela Justiça e ficaram inelegíveis por oito
anos. Eles também foram condenados por envolvimento no esquema que usava
o Cheque Cidadão para compra de votos. De acordo com a sentença, a
inelegibilidade dos vereadores passou a contar a partir das eleições
municipais de 2016. O juiz ainda anulou os votos que eles receberam no
pleito.
Na sentença, o juiz argumenta:
“portanto, forçoso reconhecer o abuso de poder político e de poder
econômico praticado pelos investigados, tendo em vista que as suas
candidaturas foram impulsionadas por milionário esquema de compra de
votos custeado pelos cofres públicos, conduta que, pela extrema
gravidade, comprometeu a igualdade da disputa eleitoral e, por
conseguinte, a legitimidade das eleições”.
Relembre as prisões do Cheque Cidadão - A primeira prisão aconteceu em 29 de
agosto do ano passado, quando Ozéias foi flagrado no distrito de
Travessão de Campos com R$ 27 mil, dados de supostos eleitores,
informações sobre o Cheque Cidadão e lista de material de construção. No
dia 23 de setembro foi deflagrada a operação “Vale Voto”, que levou à
prisão a então secretária municipal de Desenvolvimento Humano e Social,
Ana Alice Alvarenga, e a ex-coordenadora do programa, Gisele Koch. Elas
foram soltas e voltaram a ser presas no dia 26 de outubro. Antes disso,
no dia 19 do mesmo mês, Ozéias voltou a ser preso junto com Miguelito no
desdobramento da Vale Voto, que foi chamada de “Operação Chequinho”.
Já Kellinho foi preso no dia 26 de
outubro, Thiago Virgílio no dia 29 do mesmo mês e Linda Mara foi presa
em Copacabana, no dia 31 de outubro, após ser considerada foragida pela
Polícia Federal. Ainda na mesma operação, o ex-secretário de Governo de
Campos e ex-governador Anthony Garotinho, foi preso do dia 16 de
novembro em um apartamento no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio.

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