A intenção de parentes de policiais militares protestarem em frente ao
batalhão da corporação(8º BPM), em Campos, com o intuito de impedir o
dia de trabalho dos servidores nesta sexta-feira(10), deixa a população
assustada. A corporação já divulgou uma nota(veja ao final da matéria)
conscientizando seus integrantes das graves consequências de uma
paralisação. A maioria das escolas da rede particular já suspendeu as
aulas. Já o gerente executivo da Câmara de Dirigentes Lojistas(CDL),
Nilson Miranda, informou que o comércio vai funcionar. A coordenadoria
estadual de Educação ainda não divulgou se as escolas estarão abertas.
Sem policiamento nas ruas, Campos poderia ter uma onda de violência
como acontece no Espírito Santo, onde são registrados crimes de toda
ordem, como saques, assaltos e homicídios.
Os servidores ativos, os inativos e os pensionistas da Polícia
Militar cobram o 13º salário, o pagamento do Regime Adicional de Serviço
(RAS) e o depósito de metas alcançadas.
NOTA DO 8º BPM
A violência é um grave problema da nossa sociedade. Dentro desse
contexto, sabemos que o Rio de Janeiro possui peculiaridades na área da
Segurança Pública, só encontradas aqui. Nós, policiais militares,
atuamos diuturnamente nesse cenário e sabemos agir nos casos extremos. A
Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro é a Instituição que garante
a “civilidade”, o ir e vir, o trânsito de pessoas. Só nós conhecemos a
realidade nua e crua do dia a dia de policiamento. No entanto, é preciso
pensar que o impacto da nossa ausência poderá recair sobre nossos
ombros, sobre nossas famílias. A nossa falta causaria males
incalculáveis e irreparáveis. Temos a certeza que passamos por um
momento muito delicado, mas é preciso avaliar as consequências dos
nossos atos. Protestos são legítimos, mas precisamos buscar a melhor
forma de reivindicar nossos direitos. Paralisar um serviço essencial
afeta toda a população, incluindo nossas famílias. A quem interessa a
barbárie?

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