Uma das modalidades mais tradicionais de crédito movimentou mais recursos
em 2016. O penhor da Caixa Econômica Federal emprestou R$ 13,3 bilhões
em novos contratos e renovações no ano passado. O valor representa
crescimento de 11,4% em relação ao registrado em 2015.
De acordo com o banco, o penhor encerrou o ano passado com 633 mil
clientes ativos, incremento de 36 mil clientes em relação ao fim de
2015. Um dos fatores que contribuiu para aumentar a liberação de
recursos foi o reajuste de até 25% da tabela de avaliação do penhor pelo
banco no ano passado, com base no mercado internacional e no câmbio.
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Com a atualização da tabela, o índice padrão para calcular o valor do
grama do ouro subiu de R$ 66 para R$ 76, alta de 15%. No caso do
diamante, a valorização média ficou em 25%. As joias são avaliadas com
base na qualidade, no teor e no peso e têm o valor convertido em
unidades de índice padrão.
No penhor o limite de empréstimo pode chegar a 100% do valor da
garantia para os clientes com conta salário na Caixa. Para novos
clientes ou clientes sem conta salário, a liberação corresponde a 85% do
valor avaliado. O empréstimo dispensa avaliação de risco de crédito,
podendo ser contratado até por pessoas com o nome negativado. Basta
apresentar RG, CPF em situação regular e comprovante de residência em
uma das 460 agências especializadas em penhor em todo o país.
Com juros de 2,1% ao mês, o penhor pode ser renovado quantas vezes o
cliente desejar. Os objetos - joias em ouro, diamante, prata, pérolas e
relógios e canetas de valor - ficam sob custódia em cofres da Caixa. O
cliente recebe o bem de volta assim que quitar o contrato.
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