O Governo do Estado não tem como assumir compromissos para quitar os
pagamentos do 13º salário, Regime Adicional de Serviço (RAS) e o Sistema
Integrado de Metas (Sim) devidos aos agentes da Polícia Civil.
A afirmação foi feita pelo governador Luiz Fernando Pezão nesta
segunda-feira (27/03) em reunião realizada no Palácio Guanabara com a
Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado do Rio
de Janeiro (Alerj) e representantes de sindicatos dos policiais, em
greve desde o dia 20 de janeiro.
Para pagar o 13º salário o estado precisa de R$ 68.180.362,52. As
dívidas com o RAS e com o sistema de metas chegam a R$ 14.285.850,98.
Segundo o governador, a solução para resolver esses problemas está na
aprovação do Plano de Recuperação Fiscal pelo Congresso Nacional.
"A solução está em Brasília. Espero que na quarta-feira (29/03) a
Câmara dos Deputados aprove o projeto", disse Pezão, que destacou a
Segurança como prioridade do governo. "A segurança está recebendo no
décimo dia útil, enquanto as demais categorias nem receberam o salário
de fevereiro", lembrou. O governador prometeu aos servidores recebê-los
após a aprovação do projeto pelo Congresso.
A presidente da Comissão , deputada Martha Rocha (PDT), disse que saiu
frustrada do encontro por não terem chegado a um acordo para colocar em
dia o pagamento dos policiais. "O governador apresentou seus argumentos,
mas não temos nada de concreto que possa ser oferecido à categoria.
Tudo está condicionado a esse projeto de lei que será votado em
Brasília. Gostaria de ter saído daqui com um calendário de pagamentos,
mas a solução do governo está nessa proposta de Recuperação Fiscal",
disse a parlamentar.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol), Marcio
Garcia lamentou a falta de uma garantia para o atendimento das
reivindicações, mas destacou a abertura da negociação. "Foi importante
abrir um canal de diálogo com o governador, mas saímos sem qualquer
proposta concreta. Vamos ter que aguardar as votações em Brasília para
um próximo encontro", finalizou.
Os deputados Zaqueu Teixeira (PT), Flávio Bolsonaro (PSC) e Gustavo Tutuca (PMDB) também participaram da reunião.
GREVE CONTINUA - Em greve desde 20 de janeiro, os policiais civis decidiram em
assembleia realizada na noite desta segunda-feira manter o movimento. A
categoria reivindica o 13º salário e o pagamento de horas extras
atrasadas, desde setembro de 2016, e de gratificações por metas
alcançadas, desde o 2º semestre de 2015.
“A categoria decidiu manter porque, na reunião, não teve resposta
sobre as reivindicações. Pedimos que o governo apresentasse um
calendário, o que não ocorreu. Por isso, os policiais deliberaram pela
manutenção da greve”, declarou o presidente do Sindpol, Márcio Garcia.

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