A Vigilância Sanitária é um importante mecanismo do sistema de saúde
pública para garantir que a população tenha acesso apenas a produtos em
perfeitas condições de uso e consumo. Em Campos, o departamento ligado à
secretaria municipal de Saúde vai priorizar as ações educativas para
prevenção, mas, simultaneamente, serão realizadas fiscalizações para dar
andamento aos processos que estão em abertos, alguns há até três anos,
segundo o assessor de Fiscalização da Visa/Campos, o médico veterinário
Márcio Duarte.
Em 70 dias, mais de meia tonelada de produtos inadequados para venda e
consumo foi apreendida e destruída. Um açougue, uma padaria, um
supermercado foram interditados e outro notificado recebendo prazo para
se adequar à legislação.
“Encontramos vários processos com pendências para regularização. Campos tem mais de cinco mil estabelecimentos e grande parte com alterações. Pedimos que seus responsáveis procurem o quanto antes a Vigilância para regularizar a situação”, disse Duarte.
“Encontramos vários processos com pendências para regularização. Campos tem mais de cinco mil estabelecimentos e grande parte com alterações. Pedimos que seus responsáveis procurem o quanto antes a Vigilância para regularizar a situação”, disse Duarte.
Márcio explica que no caso do supermercado interditado o processo do
estabelecimento estava aberto desde 2015. Havia três intimações, dois
autos de multa, sem recurso. “Grande parte das irregularidades
continuavam sem solução, fiação exposta, buraco e mofo no forro do teto,
entre várias outras irregularidades”, enumera Márcio.
No supermercado notificado, fiscais da Visa/Campos encontraram além
de produtos refrigerados fora da temperatura ideal, segundo normas da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mercadorias no chão. ”
Esse é mais um processo em aberto há dois anos. O estabelecimento tem
um prazo de 45 dias a partir da data da notificação para regularização. A
gente vai voltar para saber se houve a adequação, do contrário será
interditado”, disse o diretor
Nos dois supermercados foram flagrados o condicionamento de produtos
fora dos padrões estabelecidos pela Anvisa. Itens congelados que teriam
que ser mantidos a uma temperatura de -12°C foram encontrados a 8°C.
” Quando isso acontece há o descongelamento do produto com acúmulo de sangue e é grande o risco de contaminação da carne”.
” Quando isso acontece há o descongelamento do produto com acúmulo de sangue e é grande o risco de contaminação da carne”.
As exigências feitas pelos fiscais estão previstas na lei municipal
5507/93, no decreto estadual 6538/83 e às normas da Anvisa. Duarte
explica que quando não é encontrada irregularidade o proprietário recebe
um Termo de Visita Sanitária. Caso seja flagrado algum problema, as
medidas variam, de acordo com cada caso, notificação com prazo,
interdição apenas do setor irregular e a de todo o estabelecimento até a
regularização.
“No caso da padaria encontramos baratas até onde é feito o pão. O
estabelecimento não possuía alvará de funcionamento e nem licença de
funcionamento da Vigilância Sanitária*. Já no caso do açougue, em que
atuamos junto com o Ministério Público Estadual, tivemos o relato de que
durante um período do dia os equipamentos eram desligados para economia
de energia”, relata o assessor de Fiscalização.

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