O Partido Social Liberal (PSL) expulsou o
ex-vereador Miguelito que, até último dia 20, cumpria prisão domiciliar
por envolvimento no esquema que usava o Cheque Cidadão para compra de
votos nas últimas eleições. A participação de Miguelito na fraude do
programa social da Prefeitura foi apontada pela Polícia Federal e pelo
Ministério Público Eleitoral (MPE) durante as investigações da Operação
Chequinho. Segundo a presidência do partido, a expulsão demorou cerca de
um mês porque Miguelito se recusava a entregar a documentação
necessária para dar andamento ao processo.
Marco Alexandre Gonçalves substituiu há
pouco tempo Miguelito na direção do partido, que incorporou a palavra
“Livres” à antiga sigla. Segundo o novo presidente do diretório local, o
ex-vereador foi expulso por dois motivos: envolvimento no escândalo do
Cheque Cidadão, que poderia manchar a imagem do Livres, e por causa da
nova filosofia implantada pelo grupo político.
“O objetivo é retirar pessoas que estão
no partido, mas não se encaixam no perfil do atual PSL/Livres. Hoje
temos um objetivo político em conjunto, e não há espaço para pessoas que
estavam no partido apenas para um projeto político pessoal. Acreditamos
que ter uma pessoa que responde na justiça por envolvimento em um
esquema de compra de votos não corresponde com as novas diretrizes
adotadas por nós. Isso mancha a imagem do partido que estamos tentando
recuperar e transformar em um novo vetor de liberdade para o país”,
esclareceu Marco Alexandre.
Marco Alexandre Gonçalves é graduando e
pesquisador em Direito na Universidade Federal Fluminense (Niterói). A
nova liderança também conta com o ativista e cofundador do Livres na
cidade, Rafael Rodrigues.
Sempre respeitando o princípio do
contraditório, a equipe de reportagem do Jornal Terceira Via tentou
contato por telefone com o ex-vereador. Ainda assim, o jornal aguarda e
publicará a versão de Miguelito para o fato.

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