Após ter seis vereadores impedidos de receber seus diplomas pela
Justiça Eleitoral no dia 1º de janeiro, a Câmara de Campos voltará a ter
mudanças em sua composição. O afastamento de Thiago Ferrugem (PR),
Jorge Magal (PSD), Roberto Pinto (PTC), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B) e
Vinícius Madureira (PRP), por determinação do juiz Ralph Manhães, da
100ª Zona Eleitoral (ZE), abre pelo menos quatro vagas na Casa de Leis,
já que a cadeira de Cecília deve ser cedida a Marcos Bacellar (PDT), de
acordo com decisão da ministra Luciana Lóssio, do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE).
Com isso, assumirão como suplentes: Thiago Godoy e Roberta Moura
(ambos do PR), nos lugares de Magal e Ferrugem; Josiane Morumbi (PRP),
no de Madureira; e Beto Cabeludo (PTC), no de Roberto Pinto. Gilson
Gomes (PRTB) substituiria Cecília, mas, com a retotalização dos votos
marcada para o próximo dia 20, a vaga fica mesmo com Bacellar.
Roberta Moura ainda precisa ser diplomada pela Justiça Eleitoral.
Ela, porém, também é investigada por envolvimento no esquema que trocava
inscrições irregulares no programa social Cheque Cidadão, da Prefeitura
de Campos, por votos nas eleições municipais de outubro do ano passado,
pode viver situação semelhante às de Carlos Canaã (PTC) e Geraldinho de
Santa Cruz (PSDB).
A dupla é parte do primeiro grupo de suplentes, que substituiu Jorge
Rangel (PTB), Kellinho (PR), Linda Mara (PTC), Miguelito (PSL),
Miguelito (PSL) e Thiago Virgílio (PTC) após eles serem impedidos de
tomar posse. O grupo é formado, ainda, por Álvaro Oliveira (SD), Cabo
Alonsimar (PTC), Joilza Rangel (PSD) e Neném (PTB). No último dia 3 de
abril, porém, tanto Canaã quanto Santa Cruz foram cassados pelo juiz
Eron Simas, da 76ª ZE. Eles tiveram os votos anulados e estão
inelegíveis por oito anos. Como o efeito suspensivo da sentença é
automático em recursos contra decisões de primeira instância, eles
permanecem no cargo.
O esquema de compra de votos é investigado pelo Ministério Público
Eleitoral (MPE) e pela Polícia Federal (PF), que apontaram participação
de todos os afastados.
RETOTALIZAÇÃO - O juiz Heitor Campinho, da 76ª Zona Eleitoral (ZE), marcou para as
15h desta quinta-feira (20) a retotalização dos resultados das eleições
municipais de outubro, incluindo os 2.685 votos recebidos por Marcos
Bacellar (PDT), que haviam sido desconsiderados após o então candidato a
vereador ter o registro negado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio
de Janeiro (TER-RJ), em ação proposta por Thiago Godoy, ex-subsecretário
municipal de Governo de Rosinha Garotinho.
A posse de Bacellar, que já foi presidente da Câmara de Vereadores de
Campos, deve acontecer em seguida, seguindo determinação da ministra
Luciana Lóssio, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em decisão liminar
dada no último dia 10.
Cecília Ribeiro Gomes havia tido seu registro de candidatura e
diploma cassados, os votos anulados e foi declarada inelegível por oito
anos pelo juiz Eron Simas, mas aguardava no cargo uma decisão do TRE-RJ.
Com a volta de Bacellar à Câmara, ele e Godoy estarão frente a frente na tribuna.
NOTA
A Câmara de Vereadores de Campos publicou, nesta terça-feira (18),
uma nota oficial subscrita pelo presidente da Casa, vereador Marcão
Gomes (REDE), em que confirma a notificação do afastamento de Ferrugem,
Magal, Roberto Pinto, Cecília e Madureira ainda na segunda-feira. De
acordo com a nota, Marcão “determinou a remessa imediata do Mandado
expedido pela 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes à
Procuradoria Legislativa, para que as medidas necessárias sejam adotadas
no sentido de ser dado cumprimento à referida decisão”.
Por telefone, Marcou afirmou que a Procuradoria irá elaborar portaria
determinando a suspensão das funções dos vereadores e que, depois, será
enviado um ofício à Justiça Eleitoral pedindo relação de suplentes
aptos a substituírem os afastados.
“Vamos aguardar a retotalização na quinta, para depois convocar os
suplentes. Até lá, temos 20 vereadores aptos, 13 necessários para os
trabalhos. Então, teremos sessão normalmente”, disse o presidente da
Câmara.
Sobre a posse de Bacellar, Marcão afirmou que ela deve acontecer
imediatamente após a retotalização. “Havendo a retotalização, Bacellar
será diplomado. Ele deve trazer diploma e ata da retotalização e já
estará apto a exercer o mandato”, finalizou.

Nenhum comentário:
Postar um comentário