José Mayer foi acusado de assédio pela figurinista Su Tonani e a denúncia
repercutiu dentro e fora da emissora: além de gerar uma campanha
protagonizada por funcionárias e atrizes da Globo, o caso também será
investigado pela polícia. Rodolfo Waldeck, delegado-titular da 32ª DP
(delegacia responsável pela região da Taquara, na qual os Estúdios Globo
estão localizados), convocou Suslem Tonani para prestar depoimento. As
informações do colunista Léo Dias, do jornal "O Dia".
"Eu preciso da representação da vítima", indicou o delegado ao
colunista. Agora, dependendo do depoimento de Su, o ator - suspenso de
futuras produções globais - poderá responder pelo crime de estupro. Isso
porque, há oito anos, as leis brasileiras mudaram e todo tipo de ação
que constranja a vítima são consideradas estupro, sem necessidade de
"conjunção carnal".
Vera Fajardo, mulher de José Mayer, declarou, através de sua
assessoria, que não se separou do artista. "A Vera não saiu de casa. Ela
continua e continuará casada. Tudo está como antes. 45 anos não são 45
dias. A Vera não deixará as notícias abalarem o casamento", indicou a
representante da atriz.
Em entrevista à revista "Veja Rio", Letícia Sabatella revelou ter
vivido um assédio do ator nos bastidores. "Quando li o relato da Su, que
não conheço, eu me compadeci imediatamente. Senti o que ela sentiu, e
sabia que ela não estava mentindo. Também já tinha passado por uma
experiência parecida com o Zé Mayer, que foi alertado de maneira
amigável", indicou a atriz. No entanto, ela pondera sobre as críticas
excessivas ao colega de profissão. "
Eu, sinceramente, me comovi com o pedido de desculpas dele. Sei o
grande artista que ele é, sensível, capaz de uma transformação.
Precisamos do exemplo de uma pessoa capaz dessa reflexão, e o Zé
pode ser esse exemplo. Não estou querendo endeusar nem demonizar
ninguém. Mas podemos fazer do limão uma limonada", indicou.

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