Auxiliares de vigilância do município de Campos estão realizando
nesta quarta-feira (03/05) um protesto pacífico na sede da Guarda
Municipal, localizada na Avenida José Alves de Azevedo, no Centro. Eles
reivindicam os direitos adquiridos na gestão passada, quando a
ex-prefeita Rosinha Garotinho sancionou a lei 8716/16, que trata da
corregedoria, ouvidoria e equiparação salarial, conforme Lei Federal
13022/14, e que, segundo os auxiliares, não está sendo cumprida pela
atual gestão.
Agora pela manhã, a entrada e saída da sede estão bloqueadas pelos
auxiliares. No início da noite desta terça-feira (02/05), os auxiliares
ocuparam o prédio do Centro Administrativo José Alves de Azevedo (CAJAA)
– sede da prefeitura – onde realizaram mais uma manifestação ordeira.
Alguns, com os ânimos mais exaltados, chamaram o prefeito Rafael Diniz
de “covarde”.
Segundo o guarda Nilthon Moulin, a lei municipal é legal. “A lei
passou por aprovações de comissões, da Procuradoria e da Câmara
Municipal. Não entendo o porquê o prefeito quer insistir em falar que a
lei é inconstitucional, se todas as exigências legais vinham sendo
cumpridas, inclusive a capacitação específica, com matriz curricular
compatível, conforme prevê o Artigo 11 da Lei Federal 13022/14, e todos
fomos certificados”, ressaltou.
Em nota, a prefeitura informou que a lei 8716/16 de 01 de julho de
2016 é uma lei municipal, aprovada ano passado, que transforma Auxiliar
de Vigilância em Guarda. O atual governo, após assumir, analisou a
legislação e verificou que a lei é inconstitucional, já que fere o
Artigo 37, inciso II da Constituição, onde é vedada a transformação de
um cargo em outro, sobretudo neste caso, onde um cargo de ensino
fundamental foi transformado em cargo de ensino médio. Diversas reuniões
foram realizadas com os auxiliares em vigilância para explicar a
situação e nesta terça-feira (02/05) foi comunicado de forma oficial que
a lei não poderia ser aplicada devida à inconstitucionalidade da mesma.

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