A partir de julho, o novo sistema para pagamentos de boletos começa a
funcionar. Com o sistema, o boleto, mesmo vencido, poderá ser pago em
qualquer banco. Além disso, o cálculo de juros e multa do boleto
atrasado será feito automaticamente, o que reduzirá a necessidade de ir a
um guichê de caixa e eliminará a possibilidade de erros no cálculo.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) tem feito a apresentação
do novo sistema para empresas e jornalistas em várias cidades. Nesta
terça-feira (02/05), foi a vez de Brasília. Na apresentação, o diretor
adjunto de Operações da Febraban, Walter Tadeu, lembra que a nova
plataforma vem sendo desenvolvida desde o ano passado, devido ao elevado
número de fraudes em boletos. “A Nova Plataforma vai trazer mais
segurança”, disse. Ele acrescentou que o sistema atual tem mais de 20
anos de existência.
Tadeu explicou que as informações de todos os boletos emitidos pelos
bancos estarão nessa nova plataforma única, criada pela federação em
parceria com a rede bancária. Na hora de pagar o boleto, esses dados
serão checados na plataforma. Se houver divergência de informações, o
pagamento não será autorizado e o consumidor só poderá pagar o boleto no
banco que emitiu a cobrança, uma vez que somente essa instituição terá
condições de fazer as checagens necessárias.
A Febraban defende que a nova plataforma vai reduzir fraudes na
emissão de boletos de condomínios, escolas e seguradoras, por exemplo. A
federação lembra que quadrilhas enviam boletos falsos às casas, que
acabam sendo pagos como se fossem verdadeiros, gerando prejuízos. Há
também casos de sites maliciosos que emitem “segundas vias” com
informações fraudulentas, além de vírus instalados em computadores.
O diretor adjunto não soube dizer se os boletos emitidos com esse
novo sistema custará mais caro para as empresas que contratam esse
serviço dos bancos. Ele disse que como se trata de uma polícia de cada
banco, a Febraban não pode comentar sobre o assunto.
Cronograma - A implantação da nova plataforma seguirá um cronograma: a partir de
10 de julho, para boletos acima de R$ 50 mil; 11 de setembro, superior a
R$ 2 mil; 13 de novembro, acima de R$ 200; e em 11 de dezembro, todos
os boletos. Segundo o diretor adjunto, esse cronograma é necessário para
evitar falhas no sistema.

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