terça-feira, 23 de maio de 2017



Alvo de reclamações da população há anos, a situação dos terminais da cidade parece piorar a cada dia. Frutos do abandono desde a antiga gestão, quem sofre as consequências disso é a população que precisa esperar o ônibus sem nenhum tipo de conforto ou segurança.

Enquanto esses espaços vão se deteriorando cada vez mais, marca do "governo da mudança", a prefeitura continua fazendo "vista grossa" para o problema. A prova disso é que nem a manutenção preventiva, que evitaria o desgaste da estrutura, tem sido feita.

Na última sexta-feira (19), a nossa equipe de reportagem fez novos registros da situação no Terminal Central, o mais movimentado, após a chuva. Quem estava no local disputava os poucos espaços que não apresentava goteiras e vazamentos no teto. 

"Não entendo essa maneira de governar deles. Deixam tudo se deteriorar para fazer algo. O pior de tudo é que colocam a vida das pessoas em risco. Imagina se parte dessa estrutura cai e machuca alguém. Parte do revestimento não existe mais. A água escoa passando pela fiação elétrica exposta. Um perigo. Chove mais aqui dentro do que fora. Já passou da hora de fazer uma boa reforma nesses terminais", diz José de Souza, morador do Lagomar. 

A reforma dos quatro terminais (Central, Cehab, Tubos e Lagomar) tem sido prometida pela atual gestão desde o início do governo, em 2013. A promessa foi reforçada em 2015, quando foi criado o Plano de Mobilidade Urbana, que indicava ações para a restruturação do Sistema Integrado de Transportes e modernização desses espaços.

Na época, a prefeitura afirmou que iria solucionar problemas imediatos, como a limpeza e retirada das pichações. Só que, até então, pouca coisa foi feita. Em abril do mesmo ano, a secretaria de Serviços Públicos alegou que a reforma dos terminais estava em processo de licitação. 

A contratada, segundo a publicação em um jornal local, seria responsável pela manutenção de alguns espaços públicos, entre eles, os quatro terminais urbanos. O valor previsto para o novo contrato, que seria de 12 meses, era de R$ 1.469.740,87. No entanto, após apresentar irregularidades, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro suspendeu o pregão e até hoje não houve respostas sobre o que será feito. 

Enquanto isso, a população segue acumulando reclamações. Os terminais da cidade, que atendem cerca de 120 mil pessoas todos os dias, continua gerando insatisfação para quem depende do transporte público em Macaé. 

Mas enquanto o poder público justifica a crise econômica para não adotar uma medida, ele tirou dos cofres públicos entre 2013 e maio de 2017 o valor de R$ 259 milhões, recurso utilizado para financiar o transporte público municipal. Mas, ao invés de promover as melhorias nos terminais, esse dinheiro é relativo apenas ao subsídio da passagem a R$ 1, que sustenta um modelo arcaico e pouco eficiente para a cidade. 

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