Com o clima mais seco e a variação de temperatura, há um aumento do
número de casos de doenças respiratórias. A sinusite é uma delas.
Trata-se de uma inflamação dos seios nasais, geralmente na testa e nas
maçãs do rosto, que deixa uma sensação de peso no rosto, aliada a outros
sintomas como dor de cabeça, corrimento nasal, dor de garganta,
dificuldade para respirar pelo nariz, tosse, perda do gosto dos
alimentos e até tonturas. O Ministério da Saúde avalia que 37 milhões de
pessoas apresentam a enfermidade todos os anos no Brasil.
Essa doença pode ser provocada tanto por agentes infecciosos, como
bactérias, fungos e vírus, quanto por fatores alérgicos, afetando um
lado do rosto ou os dois. A sinusite é dividida em aguda, quando a dura
menos de quatro semanas, ou crônica, na qual os sintomas se estendem por
mais de um mês. Em casos mais raros, pode desencadear um tumor.
O otorrinolaringologista Frederico Césario explica que o diagnóstico
da sinusite em algumas situações às vezes pode se confundir com o de
outras doenças, pois os sintomas são parecidos.
“O principal sintoma é uma cefaleia frontal podendo estar acompanhada
de secreção nasal e febre. A dor se intensifica quando abaixamos a
cabeça para frente. Deve-se procurar o médico para o diagnóstico correto
e não se automedicar, evitando uma piora no quadro ou retardando o
tratamento em questão. Este é personalizado de acordo com o perfil do
paciente, para não interferir com patologias já identificadas, como
diabetes, hipertensão arterial, e também com as medicações de uso
contínuo. Uma vez não havendo melhora nos primeiros dias será necessária
uma reavaliação”, esclarece Cesário, ressaltando que o diagnóstico da
sinusite deve ser feito por um especialista, que vai avaliar os
sintomas, fazendo a palpação dos seios nasais e solicitando exames.
A estudante, Lívia Pessanha, de 19 anos, sabe bem quais são os
sintomas da sinusite. Com um quadro de inflamação crônica desde criança,
ela conta que tenta se prevenir, evitando alguns possíveis agentes
causadores, como produtos químicos e cigarro.
“Hoje em dia, eu estou mais controlada, mas no ano passado, por
exemplo, foram mais de cinco vezes com sinusite. Em alguns episódios, eu
fui para o hospital. O rosto fica inchado e pesado, além da pressão na
cabeça, das dores no corpo e da falta de disposição para realizar as
atividades diárias. Tenho me protegido, evitando ficar por muitas horas
em ambientes fechados e com ar condicionado, bebo muita água e passo
longe dos fortes odores”, conta.
Cuidados ajudam na recuperação
Para amenizar os efeitos da sinusite, a hidratação do organismo é um
fator importante. Segundo a médica Laila Ayd, além disso, métodos que
ajudam na limpeza das vias áreas, como inalação de vapor e lavagem nasal
com soro fisiológico aliviam os sintomas. Evitar ambientes com ar
condicionado, fumaça ou poeira também é necessário para que o quadro
inflamatório não se agrave.
“Os cuidados para se evitar as patologias das vias aéreas, entre elas
a sinusite, amigdalite, otite, meningite, além das pneumonias, são
hábitos comuns, como deixar o ambiente arejado, tomar sol e fazer a
limpeza das narinas e também das mãos. Isso diminui os riscos de
contaminação”, explica.
Ter uma alimentação saudável, mantendo uma dieta com nutrientes que
fortalecem a imunidade, e praticar exercícios físicos melhoram a
disposição e já ajudam na prevenção. Ficar horas sem comer é prejudicial
ao corpo humano em qualquer situação, mas principalmente nos quadros
patológicos, logo essa prática deve ser evitada. Fazendo o jejum, o
organismo vai priorizar as funções vitais e o combate à doença não será
eficiente.
Lutadora se ausenta de luta por causa da sinusite
A brasileira Amanda Nunes, de 29 anos, campeã peso galo feminino,
teve que cancelar a luta do UFC 213, em Las Vegas, devido a uma sinusite
crônica. Segundo a atleta, a pressão nos seios nasais a tirou do
combate.
“Eu tenho sinusite crônica, já lutei algumas vezes com isso antes,
mas, dessa vez, não deu certo. Durante o processo de corte de peso, eu
não conseguia respirar e ficava tonta, por causa da pressão dos seios
nasais. Não estava me sentindo bem o suficiente para arriscar a levar
socos na cabeça com tanta pressão. Fui levada ao hospital depois da
pesagem, e eles só verificaram meu sangue e nível de desidratação, me
liberando em seguida, com base nisso. No dia seguinte, voltei lá e
fizeram uma tomografia computadorizada, onde descobriram um edema. Me
passaram antibióticos e encaminharam à especialistas (…)”, disse ela em
uma postagem em uma rede social.

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