O governador Luiz Fernando Pezão anunciou neste domingo a criação de
um fundo de segurança para o Rio. Durante coletiva no Parque Olímpico,
na Barra da Tijuca, palco do Rock in Rio, ele oficializou a proposta,
apresentada no início da semana, de que vai realocar parte dos recursos
dos royalties do pré-sal, que hoje vão para o Fundo de Conservação
Ambiental (Fecam), para a Segurança.
“Estamos mandando uma emenda constitucional para a Assembleia (Alerj)
nessa semana, a qual destina 5% dos royalties do petróleo para a
segurança. Dos 10% que vão para o ambiental, vamos tirar 5% e colocar na
Segurança Pública, e garantir a integração com a prefeitura nas
operações legais para melhorar as polícias militar e civil. Ano que vem,
serão, mantendo a produção como está, e a produção do pré-sal vai
crescer, R$ 197 milhões que vamos aportar. Esse fundo de segurança
permite ainda que a iniciativa privada invista em segurança e abata em
impostos”, ressaltou o governador.
O projeto do Executivo será enviado à Assembleia Legislativa do Rio
de Janeiro (Alerj) nos próximos dias e precisará do apoio de 42 dos 70
deputados para ser aprovado. A ideia é usar os recursos não apenas para
equipar os órgãos de segurança mas também implantar projetos de cunho
social em comunidades carentes, principalmente naquelas onde já foram
instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
O anúncio veio no dia que a guerra do tráfico na Rocinha, na Zona Sul
da cidade, completa oito dias. A violência se acirrou na última
sexta-feira, quando o governo do estado pediu ajuda às Forças de
Segurança. Desde a sexta-feira, quando os 950 das tropas federais
entraram na comunidade, pelo menos três pessoas morreram, nove foram
presas e 18 fuzis apreendidos.
Calendário — Também neste domingo, o prefeito do
Rio, Marcelo Crivella, e o presidente da Cidade do Rock, o empresário
Roberto Medina, anunciaram o investimento de R$ 200 milhões para a
criação do calendário turístico da cidade. O calendário está sendo
estruturado e viabilizado pelo Governo Federal, em parceria com os
governos do Município e do Estado, com o auxílio da Fundação Getúlio
Vargas (FGV).
Idealizado por empresários do setor de entretenimento, o calendário
“Rio de Janeiro a Janeiro” será formado por eventos estratégicos nos
segmentos de cultura, esporte, turismo e negócios. com objetivo de
impactar positivamente na atração de turistas e de investimentos na
cidade.
A previsão é que o projeto resulte num aumento de, no mínimo, 20% no
número de turistas. Isso significa 160 mil empregos e R$ 6,4 bilhões na
economia do Rio em um ano, além de um retorno para a prefeitura de R$
170 milhões em impostos.

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