Começa à zero hora deste domingo (15/10) o horário de verão, quando
os relógios têm de ser adiantados em uma hora, nas regiões Sudeste, Sul e
Centro-Oeste do país. O novo horário vai durar até a meia-noite do dia
17 de fevereiro de 2018.
O ajuste no horário vale para o estados de Goiás, Mato Grosso, Mato
Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná, Rio de Janeiro, Rio
Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, mais o Distrito Federal.
Criado com o objetivo de economizar energia, o governo chegou a
discutir não fazer o horário de verão neste ano. Um estudo do Ministério
de Minas e Energia e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS)
mostrou que que o programa vem perdendo efetividade. Com mudanças no
perfil de consumo, os horários de pico de uso de eletricidade passou
para o período da tarde, quando mais aparelhos de ar condicionado são
ligados.
A economia com o horário vem, principalmente, pelo fato de que a
iluminação é acionada mais tarde do que normalmente o seria. Segundo
dados do Ministério de Minas e Energia, o horário de verão 2016/2017
gerou ganhos da ordem de R$ 159,5 milhões, decorrentes da redução do
acionamento de usinas térmicas durante o período de vigência da medida. O
número é considerado baixo para os padrões do setor elétrico.
Com a menor eficácia do programa para a economia de energia, o
governo chegou a cogitar não adotar o horário de verão neste ano.
Prevaleceu o entendimento que a medida já faz parte da cultura do
brasileiro e incentiva o comércio e o turismo nas cidades. Além disso,
com os reservatórios da hidrelétricas com níveis baixos níveis de
armazenamento, qualquer economia é bem vinda pelos agentes do setor.
O Ministério de Minas e Energia informou que, atualmente, o horário
de verão traz resultados “resultados próximos da neutralidade”.
“A avaliação dos atuais impactos na redução do consumo e da demanda
de energia elétrica, contida nos estudos realizados neste ano de 2017
pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) em conjunto com o Ministério de
Minas e Energia (MME), mostram que a adoção do Horário de Verão traz
atualmente resultados próximos da neutralidade para o sistema elétrico.
Os estudos foram avaliados no âmbito do Governo Federal, tomando-se a
decisão de manter a aplicação do Horário para o Ciclo 2017/2018 e
reavaliação da política para os próximos anos”, disse a pasta, em nota.
O MME informou, ainda, que o horário tem o objetivo de conscientizar a
população em relação ao aproveitamento da luz natural, além de
estimular o uso, de forma racional, de energia elétrica entre os meses
de outubro e fevereiro.

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