A Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2018 foi apresentada em
Audiência Pública nesta terça-feira (7), na Câmara de Vereadores de
Campos. O presidente do Legislativo, Marcão Gomes (Rede), informou que, a
partir da audiência, os vereadores terão o prazo de 15 dias para
apresentação de emendas ao documento que será deliberado em plenário.
A audiência teve a presença dos vereadores Fred Machado (PPS),
Abu (PPS), José Carlos (PSDC), Jorginho Virgílio (PRP), Pastor Vanderly
(PRB), Marcos Bacellar (PDT), Neném (PTB), Josiane Morumbi (PRP), Thiago
Ferrugem (PR), Thiago Virgílio (PTC), Linda Mara (PTC), Enock (PHS),
Álvaro César (PRTB), Marcelo Perfil (PHS) e Kellinho (PR). Representando
o Poder Executivo, o secretário de Controle e Transparência, Felipe
Quintanilha apresentou a LOA 2018.
Felipe Quintanilha apontou que o documento é uma peça que estima
receitas para o exercício anual, fixa despesas e aloca recursos nos
programas priorizados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). A LOA
2018 prevê a receita de cerca de R$2 bilhões para o Poder Executivo.
“Chegamos ao valor devido à previsão de aumento de receita de
transferências de royalties. Há expectativa de incremento na arrecadação
em 2018, estimativa baseada em estudos Agência Nacional de Petróleo
(ANP)”, explicou.
Sobre o orçamento, o secretário explicou que a LOA conta com a
estimativa de déficit nos repasses do Estado. Apesar de a LOA 2018 de
R$2 bilhões, a administração determinou o bloqueio de pouco mais de
R$200 milhões por reserva de contingência e frustração de receita. Isso
significa que a Prefeitura terá disponível cerca de R$1,8 bilhão para
iniciar o exercício. O documento também determina 30% para abertura de
créditos suplementares.
Ainda segundo Felipe Quintanilha, há previsão de que o pagamento
relativo à antecipação dos royalties em 2018 seja de R$44 milhões,
podendo chegar a R$70 milhões. Ele ainda afirmou que há intenção de
retomada de programas sociais no próximo ano, mas esta ação depende da
confirmação de receitas.
A presidente da Associação de Pais de Pessoas Especiais do Norte e
Noroeste Fluminense (APAPE), Naira Regina de Barros, destacou que Campos
possui demanda expressiva de pessoas com deficiências, que requerem
cuidados. Ela explicou que, com a queda da receita dos royalties, as
instituições tiveram perdas significativas.
“Estou mais tranquila depois de secretário afirmar que houve aumento
no orçamento para 2018”, afirmou. A representante apresentou as
dificuldades com o atual repasse às instituições e afirmou que a
iniciativa privada auxilia na manutenção das atividades, porém é preciso
ter compromisso para continuar o acolhimento deste segmento.
A representante da Associação Núcleo de Educação Ambiental da Bacia
de Campos, Cláudia Maria dos Santos Barreto apresentou propostas
direcionadas à localidade de Farol de São Tomé e à Baixada Campista.
Entre elas, a implementação da coleta de esgoto, ampliação do transporte
público, implementação de cursos profissionalizantes, ações de
incentivo ao turismo durante todo o ano, colocação de placas de
sinalização de trânsito e indicativas de nomes de ruas, adequação da
iluminação na orla e a elevação da UBS de Baixa Grande à categoria de
hospital.
O vereador Thiago Ferrugem (PR) apontou a necessidade de atenção às
entidades de assistência do município. “Programas sociais, transferência
de renda e repasse para entidades de assistência não são gastos, são
investimentos. É necessário ter essa compreensão. Quando retiramos
recursos das instituições estamos gerando uma série de problemas
sociais”, afirmou.
Jorginho Virgílio (PRP) destacou os avanços já feitos em relação às
entidades que cuidam de pessoas com deficiência. “Os repasses estão
sendo feitos, houve reabertura do atendimento no consultório
odontológico da APOE – entidade que tem mais de 50 anos de serviço
prestado à comunidade”, concluiu.
A vereadora Linda Mara (PTC) destacou a demanda reprimida que não é
atendida pelas entidades de assistência e afirmou que o orçamento deve
ser direcionado para a população. “O orçamento é para os munícipes, para
dar uma qualidade de vida cada vez melhor. Espero que o governo consiga
fazer o que se propõe na LOA”, ressaltou.
As dificuldades enfrentadas no momento de crise econômica foram
abordadas pela vereadora Josiane Morumbi (PRP). “Temos um grande desafio
nesse momento crítico, de poucos recursos e as críticas devem vir
acompanhadas de sugestões. Precisamos ver além dos royalties e procurar
recursos para nosso município para desenvolvimento e empregabilidade”,
afirmou.
O vereador Thiago Virgílio (PTC) questionou qual o planejamento do
governo para as unidades de saúde e hospitais contratualizados,
levantando a possibilidade de fechamento de postos de saúde. “Qual seria
o critério para esse fechamento? Os postos são importantes para todas
as comunidades”, pontuou. Ele ainda questionou sobre o retorno dos
programas sociais e sobre iluminação pública.
Em resposta, Felipe Quintanilha afirmou que a política pública de
saúde precisa ser reconstruída com fortalecimento da atenção básica.
Sobre o número de unidades básicas, ele explicou que haverá
redimensionamento de serviço de saúde para melhor atender à população. A
respeito da manutenção de iluminação publica, ele informou que haverá
neste mês licitação para o trabalho.
Os programas sociais, segundo informou o secretário Felipe
Quintanilha, serão reavaliados, pois é preciso que sejam efetivos e,
para o retorno, é preciso que o orçamento para 2018 seja confirmado.
Para o restaurante popular, estão sendo formadas parcerias para um novo
modelo de funcionamento.
O vereador Fred Machado (PPS) parabenizou a participação da sociedade
na audiência. Ele ainda lembrou que o restaurante popular não é um
programa social do município, mas do Estado. “O orçamento previsto para
de 2018 é de R$2 bilhões, com um contingenciamento de R$200 milhões, mas
para cumprir o planejamento dependemos de quanto dessa receita será
confirmada”, concluiu.

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