Artilheiro, campeão e dono da melhor nota em toda a competição. A
Bola de Ouro do Campeonato Brasileiro não poderia ter outro dono que não
fosse Jô.
Mas ninguém poderia prever isso. As análises, na verdade, eram
opostas: o centroavante estava acabado para o futebol. E isso era mesmo
uma verdade, até que ele mesmo percebesse que precisava mudar.
Aos 30 anos, Jô viu que não iria longe se continuasse no ritmo das
baladas. Ele queria recuperar o futebol de antes, que o levou à seleção
brasileira, à Copa das Confederações e até à Copa do Mundo. E sabia que
tudo começava pela mudança do comportamento que mostrou principalmente
em Atlético-MG e Internacional.
A história começou a mudar com a fé. Jô se converteu evangélico e
parou de beber. Focou mais uma vez na carreira, deixou de ir à baladas e
voltou a dormir noites tranquilas para que pudesse estar sempre com o
corpo pronto para o trabalho.
Mesmo assim, a desconfiança em cima dele era grande quando o
Corinthians resolveu lhe dar mais uma chance, no fim do ano passado.
Jô ouviu as críticas em silêncio e trabalhou. Dentro de campo, deu a
resposta. Virou o ‘paizão’, um exemplo para o elenco corintiano. E jogou
bola, muita bola.
Conseguiu algo inédito para o Corinthians e acabou como artilheiro do
Brasileirão. Teve também a maior nota da competição, um 9 tirado após
marcar os dois gols do título, na vitória de virada sobre o Fluminense
em casa.
De desacreditado, Jô virou Bola de Ouro, o melhor jogador da
competição. Há quem diga até que ele tem chances de voltar a uma Copa do
Mundo com a camisa da seleção brasileira.
Bola de Ouro
| Jogador | Clube | Pontuação |
|---|---|---|
| 1º Jô | Corinthians | 6,63 |
| 2º Dudu | Palmeiras | 6,51 |
| 3º Hernanes | São Paulo | 6,40 |
| 4º Luan | Grêmio | 6,37 |
| 5º Vanderlei | Santos | 6,34 |

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