Uma equipe da Delegacia de Homicídios (DH) percorreu, na tarde desta
quarta-feira (21), os locais onde a vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e
o motorista Anderson Gomes passaram, na noite do dia 14, quando foram
mortos a tiros.
Os agentes estiveram primeiro na Rua dos Inválidos, na
Lapa, onde Marielle participou de seu último compromisso político, e
passou a ser perseguida por dois carros prata, um Renault Logan e um GM
Cobalt. Depois, a equipe seguiu para a Rua João Paulo I, no Estácio,
local onde a vereadora e o motorista foram mortos a tiros. Os policiais
interditaram parte da avenida com cones e posicionaram a viatura próximo
ao ponto onde o carro de Marielle, dirigido por Anderson, acabou
emparelhado por um dos veículos dos assassinos, que disparou pelo menos
13 vezes, com munição 9 milímetros.
Segundo um dos policiais, o objetivo era apurar qual o posicionamento
dos veículos na hora do crime. Os agentes evitaram dar mais informações,
pois a investigação está sob sigilo.
Ontem, foram ouvidos os primeiros depoimentos de pessoas ligadas à
vereadora. Prestaram depoimento a companheira de Marielle, Mônica
Tereza, e uma assessora da vereadora, cujo nome não foi revelado.
Homenagens - O local onde a vereadora e o motorista foram mortos continua ornamentado com cartazes presos ao muro e flores na calçada.
A dona de casa Neide Aparecida, moradora de um bairro próximo, passou
pelo local para ver as homenagens e contou que era eleitora e conhecia
pessoalmente Marielle. "Eu votei nela. É muito triste. Ano passado fui
no aniversário dela. Mataram para calar a Marielle", disse.
O estudante Breno Kaíque filmava com o celular as homenagens à
vereadora coladas no muro. "Eu acompanhava o trabalho dela pelas redes
sociais. Me sentia representado pelo trabalho dela, que lutava por
direitos iguais e contra as agressões aos moradores de comunidades",
afirmou.

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