Campos vive um surto de conjuntivite, doença altamente contagiosa no
período de verão. A informação foi confirmada pelo setor de Vigilância
Epidemiológica da secretaria de Saúde, acrescentando que o surto é
caracterizado pela alteração do número de casos no cenário
epidemiológico normal do município, registrado em um determinado período
de tempo. Alerta também para os municípios de Macaé e Quissamã, cujo
número de casos aumentou bastante nos últimos dias.
Em Campos, ainda de acordo com o órgão, de janeiro a 21 de fevereiro
deste ano, foram realizados 13 atendimentos a pacientes com conjuntivite
no Hospital Geral de Guarus (HGG) e 54 atendimentos no Hospital
Ferreira Machado (HFM), totalizando 67 atendimentos nas unidades de
emergências dos dois hospitais. Nas últimas semanas, o número de
atendimentos vem crescendo e um novo levantamento será divulgado esta
semana.
“Estamos falando de uma conjuntivite viral e que tem durado, em
média, de 7 a 10 dias. Provavelmente estamos falando de um vírus com uma
capacidade de causar doença maior. Os sintomas são olhos vermelhos,
lacrimejamento, secreção no olho, sensação de areia, coceira e aversão à
luz e fotofobia”, informou a oftalmologia Renata catem.
ALERTA EM MACAÉ E QUISSAMÃ - Em Macaé, a Secretaria de Saúde mantém a orientação sobre os cuidados
com a conjuntivite, após o aumento crescente do número de casos nos
últimos 20 dias. De acordo com o coordenador de Oftalmologia, Flávio
Cesário, o município continua com a média de 150 atendimentos diários,
considerados como surto. A expectativa é que, nas próximas semanas, o
pico da doença diminua, já que o ciclo tem duração de 30 a 40 dias.
As unidades que realizam o atendimento para quem suspeita da doença
são: Hospital Público Municipal (HPM), Unidades de Pronto Atendimento
(UPA) Barra e Lagomar, Pronto Socorro Municipal, em Imbetiba, Pronto
Socorro do Aeroporto e Hospital Público Municipal da Serra (HPMS), em
Trapiche.
QUISSAMÃ – O secretário de Saúde Ricardo Tigre
informou que foram identificados no Hospital Mariana Maria de Jesus e
nas unidades de saúde do município, nessa semana, um aumento de casos de
conjuntivite do tipo viral. Somente no hospital foram registradas 51
notificações.
“Essa é uma doença que acomete os olhos, que ficam avermelhados, com
sensação de estarem com areia e com dificuldade de enxergar, além de
apresentar lacrimejamento. É transmitida, principalmente, pelas mãos e
por objetos contaminados, por isso a importância de lavar as mãos
constantemente e, ao identificar uma pessoa que seja portadora da
doença, evitar compartilhar o uso de toalhas, fronhas e outros objetos”,
informou o secretário.
Segundo Tigre, é importante, ao constatar o agravamento, procurar a
unidade de saúde mais próxima para receber o atendimento médico
específico. Mas também falou de medidas que podem ser tomadas de
imediato, como o uso de soro e/ou água boricada gelada, que ajudam no
alívio dos sintomas.
Alguns cuidados que devem ser tomados para evitar a transmissão:
- Não compartilhe objetos de uso pessoal (toalhas, maquiagens, óculos, travesseiros, etc);
- Evite coçar os olhos;
- Lave a mão com frequência;
- Evite uso de medicação sem prescrição médica;
- Evite banhos de mar e piscina;
- Evite locais com aglomeração de pessoas
- Realizar a troca diária de fronhas de travesseiros, no período em
que a pessoa estiver com conjuntivite e nos próximos 15 dias.
O principal sintoma da conjuntivite viral é o aumento da secreção dos
olhos, que pode ser de cor branca ou amarelada; vermelhidão; coceira e
dor na vista, além de coceira e fotofobia, inchaço nas pálpebras, visão
embaçada e secreção nasal. Não existem vacinas contra essa infecção.
O período de transmissão é de até sete dias. Por isso, é necessário
que o paciente evite contato com outras pessoas para não propagar a
doença. Normalmente, o tempo de incubação do vírus no organismo leva de
um a quatro dias, período em que a pessoa já está passível de
transmissão, mas sem sintoma. Após a incubação, os primeiros sintomas
começam a aparecer e permanecem por até 15 dias.
A conjuntivite viral é a inflamação da conjuntiva (parte branca do olho) e seu principal agente causador é o adenovírus.

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