A Caixa Econômica Federal fez uma série de ajustes de governança que vai
dificultar o uso político do banco estatal por governos no futuro, disse
nesta quinta-feira o presidente-executivo da instituição, Nelson
Antônio de Souza.
"Vai ficar mais difícil", afirmou Souza a jornalistas durante apresentação dos resultados do primeiro trimestre.
O vice-presidente de Finanças da Caixa, Arno Meyer, alertou que os
candidatos à Presidência da República que prometerem usar bancos
públicos para baixar juros do sistema financeiro deveriam explicar que
os bancos estatais precisarão ser capitalizados pelo Tesouro Nacional.
As declarações vêm após a Caixa ter anunciado que seu lucro do primeiro
trimestre mais do que dobrou ante mesma etapa de 2017, apoiada numa
campanha de forte redução de custos, que envolveu redução de empregados e
corte em linhas comerciais.
Souza enfatizou que o foco do banco agora é fortalecer seus níveis de capital e de ser rentável.
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