A Rodovia BR-101, no trecho entre a divisa dos estados do Rio de
Janeiro e Espírito Santo até a capital fluminense, está sem ocupação de
caminhoneiros, nesta quarta-feira (30). É o primeiro dia que isso
acontece, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal, em 11 dias, quando
a categoria começou a se mobilizar nas estradas do país.
No entanto, isso não significa que a mobilização nesse trecho cessou,
um grupo de caminhoneiros migrou do quilômetro 75 da BR-101, em Campos,
para a Rodovia RJ-238 (Estrada dos Ceramistas), no trecho que dá acesso
ao viaduto.
O chefe operacional da PRF, em Campos, Wheber Boroto informou que a
manifestação perdeu força a partir de duas decisões judiciais – uma que
garantiu o direito de ir e vir do caminhoneiro que não queria participar
da mobilização e impedia o bloqueio da BR, no trecho administrado pela
concessionária Autopista Fluminense e a outra decisão que garantia a
entrada e saída de caminhões no pool da Ipiranga, na Tapera, onde uma
força-tarefa do Exército, PRF e Polícia Militar ainda atua.
Outra medida que fez a mobilização perder força foi a decisão do
presidente Michel Temer em reduzir o preço do óleo diesel, política de
preços mínimos no transporte rodoviário de cargas, além da não cobrança
de pedágio para eixos suspensos em caminhões sem carga e dispensa de
licitação para contrato de transporte rodoviário pela Conab.
Já no sentido Rio/Vitória, há pontos de manifestação em Cachoeiro de
Itapemirim e Iconha, na região Sul do Espírito Santo. Para Boroto, este é
o motivo pelo qual os caminhoneiros não deixaram a cidade por completo.
“Muitos desses caminhoneiros que ainda estão por aqui, na Estrada dos
Ceramistas, temem passar por esses pontos de retenção, seja no Espírito
Santo ou em outra parte do país”, concluiu.
Os caminhoneiros começaram a paralisar no dia 20 de maio, com o
objetivo de chamar atenção do Governo Federal para os altos tributos no
preço, principalmente, do combustível.

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