Os presidentes da República, Michel Temer, da Câmara dos
Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira
(MDB-CE), divulgaram uma nota conjunta nesta terça-feira pedindo aos
caminhoneiros que voltassem ao trabalho, depois do acordo fechado com o
governo, e que evitem que o movimento seja usado com "objetivos
políticos".
"Em face do acordo firmado para por fim à greve dos caminhoneiros, que
tiveram as suas reivindicações acolhidas, os presidentes da República,
Michel Temer, do Senado Federal, Eunício Oliveira, e da Câmara dos
Deputados, Rodrigo Maia, conclamam todos os envolvidos nas manifestações
a retornarem ao trabalho e propiciar normalidade à vida de todos os
brasileiros", afirma a nota conjunta.
"Há necessidade indispensável de abastecer todos os setores da economia
nacional, particularmente aos que dizem respeito a alimentação,
medicamentos e combustíveis."
Na nota, os três presidentes se comprometem ainda a aprovar a colocar
em prática "no menor tempo possível" as medidas do acordo assinado com
os caminhoneiros e afirmam que "este momento, os Poderes Executivo e
Legislativo estão unidos na defesa dos interesses nacionais".
"Importante ainda evitar que, tendo alcançado seus objetivos, esse
movimento venha a ser usado com objetivos políticos", diz o texto.
Os três presidente se reuniram esta tarde no Palácio do Planalto, a
pedido de Temer, em uma tentativa de mostrar uma fachada unida frente ao
movimento, depois da troca de acusações e dificuldades de comunicação
nos últimos dias. Pela primeira vez em várias semanas, fotógrafos e
cinegrafistas foram chamados pelo Planalto a fazer imagens do encontro.
Apesar da tentativa de uma ação coordenada, as imagens mostram os três
presidentes sérios e desconfortáveis em uma reunião que durou cerca de
40 minutos.
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