Desde as eleições municipais de 2016, houve muitas Câmaras em Campos.
Foram 41 posses e 11 reconduções de eleitos e suplentes, provocadas por
decisões da Justiça Eleitoral em ações baseadas em provas colhidas pela
Polícia Federal (PF) durante a Operação Chequinho. Um entra e sai que deixou confuso mesmo o eleitor mais atento. A mudança mais recente aconteceu esta semana. Ivan Machado (PTB) substitui Thiago Ferrugem (PR), dando, como outras tantas vezes, cara nova à Casa de Leis. Uma que, se espera, vá durar mais do que as anteriores, já que Ferrugem é último dos 11 vereadores indiciados por participação no esquema de compra de votos que teria beneficiado aliados da ex-prefeita Rosinha (Patri).
Polícia Federal (PF) durante a Operação Chequinho. Um entra e sai que deixou confuso mesmo o eleitor mais atento. A mudança mais recente aconteceu esta semana. Ivan Machado (PTB) substitui Thiago Ferrugem (PR), dando, como outras tantas vezes, cara nova à Casa de Leis. Uma que, se espera, vá durar mais do que as anteriores, já que Ferrugem é último dos 11 vereadores indiciados por participação no esquema de compra de votos que teria beneficiado aliados da ex-prefeita Rosinha (Patri).
Segundo as apurações da PF, 34 candidatos a vereadores e
ex-secretários participaram do esquema, que loteou o Cheque Cidadão
entre aliados de Rosinha. Eles recebiam uma determinada quantidade de
vagas irregulares no
programa social, segundo seu prestígio e/ou potencial eleitoral, e as distribuíam em seus redutos eleitorais. Em apenas três meses, o número de beneficiários saltou de 11.500 para 30.500. Cada um recebia R$ 200.
programa social, segundo seu prestígio e/ou potencial eleitoral, e as distribuíam em seus redutos eleitorais. Em apenas três meses, o número de beneficiários saltou de 11.500 para 30.500. Cada um recebia R$ 200.
Dos envolvidos, 11 se elegeram, mas acabaram denunciados pelo
Ministério Público (MP) e condenados em primeira instância à cassação
dos mandatos e inelegibilidade por 8 anos. Conforme as sentenças foram
sendo confirmadas
pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e os recursos na Corte se esgotavam, os réus foram obrigados a deixarem a Câmara.
pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e os recursos na Corte se esgotavam, os réus foram obrigados a deixarem a Câmara.
Foram afastados pela Justiça Eleitoral os vereadores eleitos Jorge
Magal (SD), Jorge Rangel (PTB), Kellinho (sem partido), Linda Mara
(PTC), Miguelito (PSL), Ozeias (PSDB), Roberto Pinto (PTC), Thiago
Ferrugem (PR), Thiago Virgílio (PTC) e Vinícius Madureira (PRP), além
dos suplentes Carlinhos Canaã (PTC), Geraldinho de Santa Cruz (PSDB) e
Thiago Godoy (PR).
Quarta suplente do PR, Roberta Moura passou pela Casa em 2017 e
assumiria a vaga deixada por Godoy, mas viu Eduardo Crespo (PR) ser
convocado por também já ter sido condenada em segunda instância.
Também ré por participação no esquema, a vereadora Cecília Ribeiro
Gomes (PT do B) foi condenada, mas acabou deixando a Câmara por outro
motivo: perdeu a vaga para Marcos Bacellar (PDT) após uma retotalização
de votos
ordenada pela Justiça Eleitoral.
ordenada pela Justiça Eleitoral.
Fim da história?
Isso não significa, porém, que 2016 seja um capítulo encerrado na política de Campos. Embora tenham esgotado a possibilidade de recursos nas instâncias inferiores, os vereadores implicados na Chequinho ainda têm mais uma Corte à qual apelar: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Isso não significa, porém, que 2016 seja um capítulo encerrado na política de Campos. Embora tenham esgotado a possibilidade de recursos nas instâncias inferiores, os vereadores implicados na Chequinho ainda têm mais uma Corte à qual apelar: o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Caberá ao TSE, presidido pelo ministro Luiz Fux, dar a palavra final
sobre as ações eleitorais. Caso haja qualquer decisão favorável aos
réus, os eleitores campistas poderão se ver frente a uma nova formação
na Câmara de Vereadores.


Nenhum comentário:
Postar um comentário