A Equatorial Energia comprou nesta quinta-feira (26) a
primeira das seis endividadas distribuidoras de energia da estatal
Eletrobras, que o governo brasileiro colocou à venda dentro de seu
polêmico programa de privatizações.
A Equatorial Energia foi a única ofertante no leilão realizado na
Bolsa de São Paulo para assumir o controle da Cepisa, a Companhia de
Energia do estado do Piauí.
O leilão foi feito com base em um índice técnico, que incluía uma
flexibilização tarifária, com um pagamento simbólico de 50.000 reais.
A empresa vencedora é um holding que já controla duas companhias de
geração e distribuição de energia no Maranhão (nordeste) e Pará (norte).
Outras cinco distribuidoras – Amazonas Energia, Boa Vista Energia,
Ceal, Ceron e Eletroacre – no norte e nordeste, consideradas
financeiramente “inviáveis” por suas dívidas volumosas, serão leiloadas
em 30 de agosto.
“Tomamos a decisão de acabar com o verdadeiro apartheid energético
que se vive em nosso país”, declarou pouco antes do leilão o ministro de
Minas e Energia, Moreira Franco, que garantiu “uma energia de qualidade
igual para todos e de preços justos para todos”.
O programa de desestatização inclui a própria Eletrobras, a maior
geradora de energia da América Latina, que poderá obter 12 bilhões de
reais para os cofres do Estado brasileiro.
Mas essa operação é delicada e gera polêmica faltando menos de três meses para as eleições presidenciais.

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