O júri popular do Caso Patrícia está marcado para esta quarta-feira,
dia 4 de julho, às 9h. Os guardas civis municipais, Uénderson de Souza
Mattos e Genessi José Maria Filho, além de Jonathan Bernardo Lima
estarão no banco dos réus, no Fórum Mariz Tereza Gusmão, em Campos. Eles
são acusados pelo Ministério Público de participação no assassinato da
analista judiciária Patrícia Manhães Gonçalves, morta com um tiro na
cabeça na noite de 13 de abril de 2016.
De acordo com o processo, Uénderson teria encomendado a morte da
mulher a Genessi que contratou Jonathan para a execução. O local
escolhido para o assassinato foi o pátio da Guarda Ambiental, no antigo
Ceasa, no Parque Boa Vista, em Guarus.
Em seu depoimento – ainda como testemunha do caso – no dia do crime,
Uénderson informou à polícia que o crime poderia ser um latrocínio
(roubo seguido de morte). No entanto, as investigações da Polícia Civil
desenharam o homicídio triplamente qualificado. O motivo seria interesse
financeiro de Uénderson à herança da então mulher, segundo a polícia.
Até hoje, ele nega o crime.
Uenderson, Genessi e Jonathan continuam presos à disposição da
Justiça. De acordo com o processo, a defesa de Uénderson chegou a
solicitar à justiça que o júri acontecesse em outro município, o que não
foi autorizado.
Uenderson e Genessi ainda integram os quadros da corporação. Na época
do crime, em abril de 2016, o então comando da Guarda Civil decidiu não
abrir procedimento interno e aguardar o julgamento da Justiça. De
acordo com a prefeitura, os dois não recebem mais salários e o auxílio
reclusão, referente a 2/3 do provento base, é depositado na conta dos
familiares diretos.
O processo está tramitando na 1ª vara Criminal de Campos, como segredo de justiça.

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