O mês de junho de 2018 deu um salto na geração de emprego em Campos,
interrompendo uma queda no saldo líquido que vinha se mantendo
praticamente desde janeiro. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, mês
passado foram gerados 4.313 postos de trabalho contra 1.579
desligamentos, o que gerou saldo positivo de 2.734 carteiras assinadas. O
cenário positivo já é reflexo da safra da cana-de-açúcar. Apesar de ter
encolhido nos últimos anos, o setor sucroalcooleiro ainda se mostra
importante para a encomia da cidade.
Na análise do economista Ranulfo Vidigal, a safra sucroalcooleira é a
explicação para o maior número de contratações no mês passado do que
desligamentos. “O salário dessas pessoas contratadas circula,
principalmente, no comércio e setor de serviços e ajuda a economia de
uma forma geral”, disse.
O mês de janeiro terminou com saldo negativo de 375 vagas. Em
fevereiro também houve mais desligamentos que contratações e, por isso, o
saldo foi negativo: 36 vagas. O déficit se repetiu em março, com 14
postos de trabalho a menos. A sequência negativa só foi interrompida em
abril, com saldo de 69 vagas. Já em maio, a balança entre geração de
empregos e demissões voltou a pender para o negativo, com menos 29
postos de trabalho.
Ainda segundo Ranulfo, historicamente, o segundo semestre é mais
empregador do que o primeiro e esse aspecto deve se manter em Campos
este ano. “Datas importantes para o comércio, como o Natal, ajudam a
impulsionar a geração de emprego no segundo semestre, de modo que a
tendência é de que os números sejam melhores de junho a dezembro do que
os registrados de janeiro a junho. Assim como é possível que a geração
de emprego no segundo semestre de 2018 seja melhor que o mesmo período
de 2017”, pontuou o economista.

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