Em
ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) em
Campos dos Goytacazes (RJ), a Justiça Federal concedeu liminar
determinando que o Iphan aplique a verba de R$ 1,5 milhão, prevista no
orçamento 2018, na execução da restauração da estrutura edificada do
Solar Santo Antônio. Além disso, o Iphan ficará impedido de devolver o
montante eventualmente ainda não aplicado à União ao final do exercício
financeiro, sob pena de multa pessoal de R$ 10 mil na pessoa do
responsável pelo Departamento de Planejamento e Administração (DPA), o
que permitirá a finalização das obras no ano seguinte, se necessário.
Além disso, na liminar, o Município de Campos dos Goytacazes, em
conjunto com Associação Mantenedora do Asilo Nossa Senhora do Carmo,
deverá promover, em até dois meses, o realojamento dos idosos abrigados
no Asilo do Carmo, que funciona no Solar Santo Antônio. Em caso de
descumprimento, é prevista a aplicação de multa de R$ 1 mil, até o
limite de R$ 10 mil, na pessoa do prefeito e da presidente da Associação
Mantenedora do Asilo Nossa Senhora do Carmo. Além disso, o Município
deverá promover imediatamente ações de monitoramento da estrutura
edificada do casarão e de combate aos vetores no imóvel tombado, como
animais e insetos aptos à transmissão de doenças.
Entenda o caso
No começo do ano, após comunicação do Iphan de que havia sido
aprovada dotação orçamentária para a restauração do casarão, o MPF abriu
o procedimento para acompanhar o processo de licitação e execução da
obra de restauração da estrutura edificada do Solar Santo Antônio,
conhecido como “Asilo do Carmo”. Na investigação, foi constatado que o
Solar de Santo Antônio se encontra em estado avançado de degradação,
inclusive com risco de perda iminente do imóvel. No local, funciona
ainda o Asilo do Carmo, com atendimento atual de 59 idosos.
De acordo com informações do Iphan, é necessário, para a obra, a
realocação dos idosos, por um período de cinco meses, a partir do início
das obras, prazo este que teria sido objetado pelo Município e pela
Associação em reunião realizada em maio deste ano.
“Como se observa, a omissão na remoção e instalação
dos idosos em outro local já representou entrave ao início das obras em
outra oportunidade. Após a devolução dos recursos previstos para a
efetivação dos reparos no orçamento de 2014, seguiram-se quatro anos sem
que o processo de deterioração fosse debelado, com o progressivo abalo
na estrutura e condições de higiene do prédio urbano”, relata a decisão
liminar.
Posição da Prefeitura de Campos
A Prefeitura de Campos informou que vem buscando um local adequado e
isso inclui espaço, área verde e total acessibilidade para abrigar os
idosos do Asilo Nossa Senhora do Carmo, uma situação que vem se
prolongando desde gestões anteriores. Vale ressaltar que a verba obtida
para a reforma emergencial do Solar Santo Antônio, que abriga o asilo, é
fruto do trabalho que vem sendo realizado pela administração municipal,
que conseguiu o recurso através de emenda parlamentar. O município
também espera poder resolver a situação o quanto antes, de forma que os
idosos tenham um local adequado com conforto e total segurança.
*Ascom MPF

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