Foi
empossado na tarde desta terça-feira, 18, como vereador na Câmara
Municipal de São Francisco de Itabapoana, o primeiro suplente de
vereador da Coligação “Por Amor à São Francisco” (SD, PMB e PT),
Jonimásio Ferreira Higino, o Mazinho da Banda (SD).
Mazinho,
que é cantor, assume uma cadeira no lugar de Jarédio Azevedo (SD),
afastado do cargo de vereador por 180 dias pelo juízo da 130ª Zona
Eleitoral de São Francisco de Itabapoana.
Oriundo
do distrito de Praça João Pessoa, Mazinho participou de um ato interno
conduzido pelo presidente da Câmara, vereador José Pinto de Souza Filho,
o Pintinho (Pros). Durante o ato, que também teve a participação da
Procuradoria da Câmara, o suplente fez o juramento e a assinatura do
termo de posse.
Mazinho
já está apto a atuar como parlamentar na próxima sessão legislativa,
que deverá ocorrer nesta quinta-feira, 20. O cantor obteve 377 votos nas
eleições de 2016.
Defesa de Jarédio aguarda decisão no TRE-RJ
O
Site VNOTÍCIA conversou o advogado do vereador afastado Jarédio
Azevedo, Wescley Ribeiro. Segundo o advogado, há um mandado de segurança
protocolado no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que está
ainda pendente tanto de decisão liminar, quanto de mérito. Nesse mandado
de segurança a defesa solicita a suspenção do afastamento do
parlamentar e, consequentemente, o retorno ao cargo.
“Antes
de dar sua decisão, o juiz do TRE, responsável pela análise do mandado
de segurança, solicitou que o juiz da 130ª Zona Eleitoral repassasse
informações sobre o processo, o que já foi feito. Agora, o juiz do TRE
está aguardando o parecer da Procuradoria Regional Eleitoral. Pelo que
estamos acompanhando, o mandado de segurança será levado direto à
análise da corte, ou seja, deverá sair a decisão do mérito”, acredita o
advogado.
A
investigação feita pelo Ministério Público Eleitoral teve como ponto de
partida doações de campanha no valor de R$ 600 feitas ao parlamentar
por quatro mulheres inscritas no programa de transferência de renda
Bolsa Família.
De
acordo com o Ministério Público Eleitoral, as beneficiárias do Bolsa
Família foram entrevistadas por assistentes sociais da Secretaria do
Trabalho e Desenvolvimento Humano. Essas entrevistas fazem parte do
processo. As testemunhas ainda serão ouvidas em juízo na ação penal.
Segundo a denúncia do MPE, as beneficiárias teriam prometido voto ao
vereador e teriam aceitado assinar as doações em troca de supostas
cirurgias para parentes (relembre o caso aqui).
O
advogado disse que está confiante em o TRE-RJ suspender o afastamento
de Jarédio. “Estamos confiantes, tendo em vista que no processo não há
um pedido de voto sequer. Ninguém cita o nome de Jarédio nos relatórios
que fazem parte do processo. Duas testemunhas citam que trabalharam para
o candidato. As outras duas falam que trabalharam para o vereador, sem
sequer citar o nome de Jarédio. E vale lembrar que Jarédio nem era
vereador na época”, argumenta o advogado.
Wescley acredita que o mandado de segurança possa entrar na pauta para julgamento até o final da próxima semana.

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