França, Alemanha, Espanha e Portugal chegaram nesta terça-feira (25) a um
acordo para acolher os 58 migrantes resgatados no Mediterrâneo pelo
navio Aquarius, operado pelas ONGs SOS Méditerranée e Médicos Sem
Fronteiras.
Por meio de um comunicado, o governo português disse que receberá 10
deslocados internacionais. Mais tarde, fontes do governo francês
informaram que o país abrigará 18, e Alemanha e Espanha, 15 cada uma.
"Portugal continua a defender uma solução europeia integrada, estável
e permanente para responder a este desafio migratório, mas, por razões
humanitárias e face à situação de emergência em que se encontram estas
pessoas, manifesta mais uma vez sua disponibilidade para acolher parte
do grupo de migrantes", diz uma nota do governo.
Os deslocados serão transferidos para um navio maltês em águas
internacionais e de lá para a Valeta, onde serão redistribuídos entre os
quatro países que se comprometeram a acolhê-los. Tanto a Itália quanto a
França já haviam fechado seus portos para o Aquarius. Roma justifica
que a medida é uma forma de combater os fluxos irregulares no
Mediterrâneo, enquanto Paris argumenta que o navio deveria atracar no
"porto seguro mais próximo", como mandam as normas internacionais. Esse
peso recai sobretudo nas nações mais ao sul, como Itália e Grécia.
O Aquarius é o último navio civil em operação para resgatar migrantes
no Mediterrâneo e atuava sob bandeira do Panamá, que, pressionado pela
Itália, decidiu revogar seu registro. Com isso, a embarcação precisará
conseguir bandeira de outro país se quiser continuar no mar.

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