SOROCABA - Dois trechos da calçada de pedestres de uma rua da região
central foram interditados pela Defesa Civil nesta segunda-feira, 15,
depois de sucessivos ataques de gaviões aos passantes, em Limeira,
interior de São Paulo. Uma vistoria feita pela Guarda Civil Municipal,
com apoio do Corpo de Bombeiros, identificou a razão da fúria da aves.
Uma das árvores da rua Gustavo Nilsson, na Vila São Luiz, abriga um
ninho com dois filhotes de gavião-carijó, ave de rapina predominante
entre os gaviões brasileiros.
De acordo com o GCM Wagner Morente, a corporação foi acionada depois que
os pássaros avançaram sobre várias pessoas que caminhavam pela rua.
"Foi observado que os gaviões estavam inquietos e, ao inspecionar as
árvores, os bombeiros localizaram os ninhos." Segundo ele, as aves
avançam sobre os passantes para mantê-los afastados do ninho, num
instinto de defesa dos filhotes. A área próxima às duas árvores, uma de
cada lado da rua, foram cercadas com fitas de isolamento.
Na manhã desta terça-feira, 16, o pelotão ambiental da GCM foi ao local
para orientar a entrada de alunos de uma escola particular que fica
próxima das árvores. A direção do estabelecimento decidiu mudar a
entrada e saída de alunos para uma portaria mais distante para evitar
possíveis ataques. Muitos curiosos estão indo à rua na tentativa de
observar os pássaros. As pessoas estão sendo orientadas a não se
aproximarem da árvore que tem o ninho com filhotes.
De acordo com a Defesa Civil, as aves silvestres são protegidas por leis
ambientais e seus ninhos não podem ser removidos. Conforme Morente, as
áreas continuarão isoladas até que os gaviões deixem a região
naturalmente. O trânsito de veículos na rua continua normal. O
gavião-carijó tem entre 30 e 40 cm de comprimento e se alimenta de
insetos, pequenos roedores e aves menores. Por ser considerada predadora
de galinheiros, a ave já foi muito caçada nos meios rurais, mas não
está em lista de animais ameaçados de extinção.

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