segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Cadê o fiscal das pedaladas no Centro?


Pelas ruas centrais de Campos, pedestres e ciclistas costumam não se entender muito bem. No Boulevard Francisco de Paula Carneiro, mais conhecido como o Calçadão, as bicicletas em movimento colocam em risco a segurança dos que caminham. Mas, quem precisa estacionar as bicicletas na região também pode atrapalhar os transeuntes. Apesar de haver locais para estacionamento, os bicicletários não dão conta. Muitos proprietários prendem as bikes junto aos postes, placas de sinalização, bancos e grades, o que costuma danificar o patrimônio público. A Prefeitura de Campos alega que tenta resolver o problema.
O vendedor Luiz Carlos Gomes diz que usa a bicicleta todos os dias para trabalhar. Ele conta que, logo cedo, os bicicletários já estão cheios. Sem ter onde estacionar, confessa que amarra sua bicicleta em postes de iluminação com corrente e cadeado. Questionado sobre danos na pintura do poste e sobre ocupar o espaço do pedestre, Luiz questiona: “Fazer o quê? Eu não tenho onde deixar a bike”.
A comerciante Neide Fernandes tem um estabelecimento em frente ao bicicletário do Calçadão, bem próximo à Catedral. Ela diz que até compreende quem usa os postes e placas de sinalização, já que não há bicicletários suficientes. “O problema é que alguns prendem as bicicletas em grades e portões de comércios que parecem estar vazios. Já aconteceu de um vizinho ter que pedir para quebrar o cadeado, pois não conseguia abrir a grade da loja”, conta.
A dona de casa Luzia Alvarenga é moradora do Parque Bela Vista. Sempre que precisa ir ao Centro da cidade, procura ter cuidado ao caminhar pelo Calçadão. “As bicicletas estacionadas incomodam menos que os ciclistas que pedalam pela rua que é só de pedestres. Muitos não respeitam a gente. Tenho medo de ser atropelada”, revela.
Além do Boulevard, em outras ruas centrais de Campos é fácil encontrar bicicletas acorrentadas a postes e placas de sinalização. A Rua Teotônio Ferreira de Araújo e a Travessa Carlos Gomes são dois exemplos. A estudante Érica Moreira reclama: “Às vezes, a gente esbarra nas bicicletas que ficam atravessadas. O pedestre precisa disputar espaço na calçada para poder passar”, diz.

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