O deputado Jair Messias Bolsonaro (PSL) foi escolhido pela maioria
dos brasileiros para ser o novo presidente do Brasil. Com 55,21% dos
votos, ele foi a escolha de 57.617.527 eleitores e venceu o candidato
Fernando Haddad, do PT, após o segundo turno. Ao longo dos quase 28 anos
de vida pública em que ocupou a vaga de deputado no estado do Rio de
Janeiro, Bolsonaro teve poucos projetos aprovados – o que é um dos alvos
de críticas de seus opositores. Com postura autoritária, o novo
presidente do país caiu nas graças dos mais conservadores e prega a
defesa pela família, a liberação das armas e a redução da maioridade
penal. Polêmico em suas declarações, o militar reformado Bolsonaro já
chegou a afirmar que usou dinheiro público para ‘comer gente’ e também
já confessou ser homofóbico. Quem também mostrou-se polêmico foi o
futuro vice-presidente, General Mourão, que chegou se declarar contra o
13º salário e foi criticado publicamente, inclusive, por Bolsonaro.
Foi desde que o ex-presidente Lula (PT) teve a candidatura rejeitada
pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com base na Lei da Ficha Limpa,
que Bolsonaro – que até então estava em segundo lugar nas pesquisas de
intenção de votos – subiu para a primeira posição e assim manteve-se.
Foi somente em 11 de setembro, último dia do prazo estipulado pela
Justiça Eleitoral, que o candidato Haddad teve sua candidatura
oficializada no lugar do ex-presidente Lula.
Ao longo da campanha política destas eleições, as fakes news
(notícias falsas) também ocuparam grande destaque. A cada dia novos
boatos contra os dois candidatos eram espalhados pelas redes sociais,
principalmente pelo Whatsapp. Alguns críticos chegam a afirmar que foram
as notícias falsas as responsáveis por influenciar o voto da massa
brasileira.
Outro ponto que merece destaque foi o ataque sofrido pelo futuro
presidente durante uma passeata em sua campanha por Juiz de Fora, em
Minas Gerais, quando o agressor Adélio Bispo de Oliveira o esfaqueou, no
dia 6 de setembro. Desde o episódio, o candidato do PSL parou de fazer
campanhas nas ruas e em locais públicos e também não participou mais dos
debates, embora estivesse liberado pelos médicos.
Principais promessas de Jair Bolsonaro
Saúde
Uma das propostas do candidato do PSL para lidar com a falta de
médicos é fazer um “credenciamento universal dos médicos”. Já para
exterminar as filas do SUS, assim como Haddad, Bolsonaro propõe a
criação de um prontuário eletrônico nacional. Outra proposta na área é a
inclusão dos profissionais de educação física no programa de Saúde da
Família, com o objetivo de ativar as academias ao ar livre.
Educação
Dar um salto de qualidade na educação com ênfase na infantil, básica e
técnica, sem doutrinar. Implementar educação à distância também no
ensino fundamental, que vai do 1º ao 9º ano, com alunos de 6 e 14 anos.
Segurança
Outras ideias que o candidato defende são investir fortemente em
equipamentos, tecnologia, inteligência e capacidade investigativa das
forças policiais; acabar com a progressão de penas e as saídas
temporárias; reduzir a maioridade penal para 16 anos, reformular o
Estatuto do Desarmamento para garantir o direito do cidadão à posse de
armas.
Wilson Witzel é o novo governador - A partir do dia 1º de janeiro de 2019, o ex-juiz federal Wilson
Witzel, do Partido Social Cristão (PSC), será o governador do Estado do
Rio de Janeiro. Ele, que começou a corrida eleitoral com apenas 1% de
intenção de votos nas pesquisas, foi o candidato mais votado no 1º turno
após declarar possuir o mesmo “alinhamento de ideias” que Jair
Bolsonaro (PSL) — embora este tenha descartado a aliança. Wilson
manteve-se na liderança no decorrer de toda a segunda etapa da campanha
e, neste domingo (28), garantiu o cargo com 59,86% (4.674.482 milhões)
dos votos válidos. Eduardo Paes (DEM), seu concorrente no segundo turno,
alcançou 3.133.972 votos.
O governador eleito e novato na política atuava como titular da 6ª
Vara Federal Cível até março de 2018, quando solicitou exoneração da
magistratura para se lançar candidato. Na ocasião, Witzel possuia
pendências em um processo disciplinar (arquivado pelo Conselho Nacional
de Justiça 20 dias antes do 1º turno), o que, tecnicamente, o
enquadraria na Lei da Ficha Limpa.
Tal processo avaliava uma possível infração cometida por ele por
viajar à Espanha sem permissão da Corregedoria do Tribunal Regional
Federal da 2ª Região (TRF2) em 2014, para comemorar o aniversário de
casamento. Contudo, esse fato não foi o suficiente para afastá-lo do
pleito e sequer para impedi-lo de conquistar o maior número de votos
entre os eleitores do Rio de Janeiro.
Ao longo da campanha, Witzel posicionou-se contra a criminalidade,
sendo esta sua principal bandeira. Em diversas entrevistas concedidas à
imprensa, Wilson declarou que autorizará abater bandidos; disse que
renegociará a dívida do estado do Rio propondo o pagamento dessas em 100
anos; e propôs extinguir a secretaria de Segurança e criar um gabinete
integrado entre as polícias civil e militar e o próprio governador.
Perfil
Wilson Witzel nasceu em Jundiaí, São Paulo, e tem 50 anos. É
doutorando em Ciência Política pela Universidade Federal Fluminense
(UFF), mestre em Processo Civil e professor de Direito Penal Econômico
há mais de 20 anos. Como juiz federal, atuou por 17 anos em diferentes
varas cíveis e criminais, no Rio e em Vitória (ES). Ele também já foi
fuzileiro naval. Witzel é casado e tem quatro filhos.
Promessas de campanha de Witzel
Para a Segurança
Witzel defende a reformulação da administração penitenciária com o
intuito de “melhorar a qualidade do serviço penitenciário” e “trazer
maior dignidade ao preso”, e afirma que quer criar uma parceria
público-privada para a construção de presídios. Entre as propostas do
governador eleito para a Segurança está a fundação da “Universidade da
Polícia”, que tem o intuito de aperfeiçoar os atuantes do setor de
segurança pública.
Para a Economia
Wilson Witzel promete criar uma “força-tarefa da desburocratização”
para revogar “leis inúteis, redundantes ou encarecedoras da atividade
empresarial”. O candidato também pretende ampliar acesso ao crédito para
micro e pequenos empresários, desonerar tributos e promover cursos de
capacitação para incentivar o empreendedorismo.
Para os Direitos Humanos
O governador, que disse estar alinhado com as ideias de Bolsonaro, a
defende a inclusão da disciplina “História e Cultura Afrobrasileira” nas
escolas da rede pública estadual e quer garantir benefícios tributários
e jurídicos às religiões afro. Witzel quer ainda reforçar os programas
de prevenção à violência contra mulheres e LGBTs.
Para a Educação
Witzel quer bonificar professores de acordo com o desempenho na rede
pública, além de reforçar e ampliar as Fundações de Apoio à Escola
Técnica (FAETECs). Ele também deseja criar uma rede de escolas estaduais
militares, em parceria com as Forças Armadas e a Polícia Militar.
Para a Saúde
Ele quer promover uma auditoria de todos os contratos das
Organizações Sociais da Saúde (OSs) e de terceirizações do setor. Também
quer construir até 250 Clínicas da Família e revitalizar o serviço de
Telessaúde da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). O
governador ainda cogita cobrar pelos cursos de especialização Lato Sensu
das universidades do estado, entre elas a UENF.
Governadores eleitos no 2º Turno
Amapá
Waldez Goes (PDT)
Amazonas
Wilson Lima (PSC)
Distrito Federal
Ibaneis Rocha (MDB)
Mato Grosso do Sul
Reinaldo Azambuja (PSDB)
Minas Gerais
Romeu Zema (Novo)
Pará
Helder Barbalho (MDB)
Rio de Janeiro
Wilson Witzel (PSC)
Rio Grande do Norte
Fátima Bezerra (PT)
Rio Grande do Sul
Eduardo Leite (PSDB)
Rondônia
Coronel Marcos (PSL)
Roraima
Antônio Denarium (PSL)
Santa Catarina
Comandante Moisés (PSL)
São Paulo
João Dória (PSDB)
Sergipe
Belivaldo Chagas (PSD)


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