O presidente eleito, Jair Bolsonaro, disse hoje (29) que existe a
possibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vir à sua
posse, o que dependeria de outros compromissos que possam existir no dia
1º de janeiro. "Eu ficaria muito honrado", acrescentou.
Bolsonaro avaliou positivamente o encontro que teve hoje pela manhã com o
Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton. A
reunião durou cerca de uma hora. "Foi mais um passo do Brasil em direção
aos Estados Unidos e dos Estados Unidos em direção a nós", avaliou.
O presidente eleito pretende ir aos Estados Unidos nos primeiros meses
de seu governo, o que ainda deverá ser organizado. Bolsonaro confirmou,
porém, que a primeira viagem ao exterior que fará como presidente terá
três países da América do Sul no roteiro: Paraguai, Argentina e Chile.
Ele também comentou a forma como pretende lidar com a Venezuela.
"É uma questão que vem lá de trás e temos que buscar soluções. Ela nem
poderia ter entrado no Mercosul. Medidas têm que ser tomadas. Sabemos
que lá existem aproximadamente 80 mil cubanos. A Venezuela hoje em dia
tem mais esse agravante. É difícil tirar ela da situação em que se
encontra. Mas nós faremos o possível pelas vias legais, obviamente, e
pacífica, porque nós sentimos reflexo da ditadura que se instala na
Venezuela".
De acordo com o presidente eleito, a mudança da embaixada brasileira em
Israel para a cidade de Jerusalém é uma possibilidade que existe e já
há conversas em andamento. Ele também reiterou sua posição sobre a
Conferência das Partes da Convenção do Clima das Nações Unidas (COP-25),
destinada a negociar a implementação do Acordo de Paris. O Brasil havia
se candidatado para sediar o evento, que deve ocorrer em novembro de
2019, mas retirou sua candidatura. Ontem (28), Bolsonaro já havia
dito ter participado dessa decisão.
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