O colunista do jornal O Globo, Ancelmo Gois, divulgou nesta
terça-feira (13/11) que o governador do Piauí, Wellington Dias, está
liderando um grupo que pressiona para que o plenário do Superior
Tribunal de Justiça (STF) julgue a decisão da ministra Cármen Lúcia que
suspendeu em caráter cautelar, em 2013, a lei que pede a redistribuição
dos royalties do petróleo para todos os estados. Se o Supremo entender
que a lei deve ser implantada, quem perderá muito é o Rio de Janeiro,
que já vive em regime de recuperação fiscal. Outros estados produtores,
como São Paulo e Espírito Santo também sairiam perdendo.
Para o deputado Christino Áureo, eleito deputado federal para a
próxima legislação, a redistribuição dos royalties é uma
irresponsabilidade com os estados e municípios produtores. “A decisão de
redistribuir os royalties do petróleo, principalmente do pós-sal, e a
redefinição do marco do pré-sal é a maior irresponsabilidade já
praticada contra os estados da federação, especialmente os estados
produtores. Primeiro porque cria uma briga fratricida entre os estados
que deveriam ser irmãos, e deveriam trabalhar no sentido de promover a
aglutinação em torno do bem-estar da população do Brasil como um todo.
Redistribuir estes royalties, sobrando uma parte ínfima para cada
município vai aprofundar a crise do estado do Rio de Janeiro, tornando
absolutamente caótica e não administrável a situação financeira
fluminense”, disse.
Compensação financeira - O ônus da produção de petróleo são do estado e município
produtores, por isso há a compensação financeira, os royalties. As
empresas devem compensar financeiramente os locais em que praticam a
busca, descoberta e exploração do petróleo, pois toda esta atividade
acarreta danos ambientais e estruturais, além de atrair inúmeras pessoas
que dependem do sistema de saúde e educação dos municípios. Para
garantir este direito o estado do Rio precisa de força no Congresso
Nacional, e a criação da Frente Parlamentar de Óleo, Gás e Energias
renováveis será fundamental para manter este direito do estado produtor.
Para o deputado Christino Áureo, os parlamentares dos estados
produtores devem se unir para garantir os direitos.
“É um risco muito grande e nós esperamos que isso não vá adiante.
Se for, é mais um motivo para que a bancada do petróleo, que nós
pensamos em estruturar de maneira muito objetiva, venha a agir o quanto
antes, mesmo antes da assunção dos mandatos porque a situação é muio
urgente”, concluiu.

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